A emoção do dia ficou por conta da ida à Universidade, tinha dois encontros marcados, um com o Ricardo, meu ex-orientador por aqui, e outro com o Henrique, meu futuro orientador de pós-doc, que não faço ideia de quando vai rolar, só sei que vai rolar. Tudo vai depender do encaminhamento lá em Maringá (para quem ainda não sabe, passei no concurso para a Universidade Estadual de Maringá - UEM - no interior do Paraná, fui convocada, já fiz os exames admissionais em julho, agora é só aguardar a nomeação, que pode acontecer a qualquer momento). Foi muito bom revê-los, reforçar os laços, contar-lhes as novidades pessoalmente (eles já sabiam, pois tenho mantido contato por e-mail) e, novamente, ter uma experiência temporal única.
Cheguei a comentar com o Ricardo - que é a simpatia em pessoa - a sensação de que o tempo não passou, de que havíamos nos visto ontem. Aí o gajo, que me recebeu com seu sorriso franco, a gentileza habitual e um abraço acolhedor, disse mais ou menos isto: "não é que é mesmo, quando te vi a entrar pela porta, parecia que ontem mesmo estiveste aqui". Muito giro! Não é um querido?
Com o Henrique foi um pouco diferente, mas igualmente amigável, pois só havíamos nos encontrado pessoalmente uma vez (nos conhecemos quando eu já estava na reta final da minha temporada por cá). Nosso contato foi mais por e-mail mesmo, então mal lembrávamos da cara um do outro. Mas não foi difícil encontrá-lo e conversar pessoalmente tudo aquilo que já havíamos conversado por e-mail algumas vezes, como o projeto que ele quer desenvolver sobre a astrologia em Portugal nos séculos XIV, XV e XVI, mais especificamente sobre a prática astrológica nesse período, uma história social. Fala sério! É tudo o que eu quero em termos de pesquisa. Mas, por ora, isso vai ter que esperar. Não me senti suficientemente íntima para pedir uma foto, então quem sabe lá no congresso em Coimbra eu saco uma e compartilho aqui com vocês...
Muito giro mesmo foi ter encontrado a Teresa e o Carolino no corredor. Os dois trabalham juntos no Museu da Ciência, coincidência já mencionada há três anos aqui neste blog quando conheci a Teresa e descobrimos que somos da mesma área. O Carolino é uma referência importante no meu trabalho, foi o livro dele sobre a astrologia em Portugal no século XVII que me fez encaminhar a minha pesquisa para esses mares até então desconhecidos. Devidamente fotografados e blogados:
Enquanto isso, na porta da reitoria, os calouros sofriam nas mãos dos veteranos:
Isso sem falar nos cartazes e faixas na entrada da Faculdade de Letras:
Aliás, ontem a Teresa me explicou que a universidade pública em Portugal é paga. Eu sabia disso, mas não tinha os detalhes. Isso começou há aproximadamente duas décadas (até então era gratuita como no Brasil). Paga-se menos que nas privadas, mas rola um pagamento anual ou semestral (chamado aqui de propina), algo em torno de 500 euros. Para fazer uma disciplina como ouvinte, por exemplo, paga-se cerca de 200 euros.
Na volta para casa passei na arena do Sporting (que é aqui do lado) para comprar a bela camisa (ou camisola, como se diz por essas bandas) do clube leonino para o meu sobrinho querido. Olhem só o mascote e eu:
Um comentário:
É muito bom acompanhar você!
mami
Postar um comentário