segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

136 - O olhar de Odete

Seguem algumas fotos sacadas pela mamãe em Buenos Aires:

Cabildo

Obelisco

Igreja de Nossa Senhora do Pilar

Árvore preferida

Livraria El Ateneo

Livraria de Ávila

Mulher soltando a voz e a tia Leyla com a sua placa "Show me the money"

Colombo e Casa Rosada

A gente em Porto Madeiro

Um touro em Palermo

San Telmo

Tango em San Telmo

Igreja Ortodoxa Russa

Um dos prédios da Diagonal Norte

La Boca

Edifício Barolo

Malba

Café Tortoni

Julia no Café Tortoni

As moças no Café Tortoni

Parque de Palermo

A gente no parque

Feliz Ano Novo



domingo, 6 de janeiro de 2013

135 - Espetáculo à parte

Além de eficientes e de rodarem 24h, os ônibus de Buenos Aires são lindos. Olhem só que espetáculo:

O glorioso 102: bons serviços prestados nessa temporada. 








Não são umas graças?

134 - Gente de astrología, cinema e literatura

A temporada portenha se encerrou com um contato astrológico. Não pude ir, mas o Edil foi lá nos representar junto à nossa colega argentina, a Silvia Ceres. Ela agradeceu deveras pelo exemplar do meu livro que lhe mandei e também nos passou um exemplar do seu, sobre Fernando Pessoa. Diante da felicidade de ambos os lados por renovar os laços e reencontrar nossos pares no tão conturbado meio astrológico, ficou a promessa de tentar um trabalho comum em breve. Todas essas emoções e informações eu acompanhei por telefone enquanto acompanhava a família nas últimas comprinhas e no almoço, que rolou no simpático Los inmortales da Paraná (há mais três ou quatro filiais):


Este é mais um motivo para voltar a essa cidade tão gira. Confiram o site editado pela Silvia: Gente de Astrología. Ela organiza todos os anos um congresso em BA, mas eu ainda não consegui ir. Quem sabe agora, né?

Outra coisa que não consegui fazer foi ver o novo filme do Darín in loco, mas fica registrada aí a intenção:


Também faltou adquirir um livro do Cortázar in loco, até porque não consegui fazer as devidas garimpagens nas livrarias e nos sebos da cidade (mais um motivo para voltar!), mas fui na divina livraria Guadalquivir (nome do rio que passa por Sevilha e Córdoba devidamente retratado e mencionado em posts anteriores deste blog), que é especializada em humanidades, e adquiri o meu primeiro Ernesto Sábato: El tunel. Já comecei a ler e estou adorando.

133 - A dois em BA

Na quinta à noite, depois do dia de turista, das milanesas e de um reconfortante descanso, Pedro e eu nos animamos para ir ao Palermo Soho, onde eu já tinha ido com mamãe, Edil e Andrea alguns dias antes. Pegamos o subte da Callao até a Plaza Italia, andamos pela calle Jorge Luis Borges, vimos a casa em que nosso querido escritor portenho morou na sua infância e desaguamos na Plazeta Cortázar, onde rola um burburinho de bares, pubs e restaurantes. O lugar é moderninho e a malta estava toda lá. Depois de dar um giro no local, sentamos para tapas e cañas no Cronico Bar: gente bonita, bons videos de música, ambiente simpático e quilmes com patatas bravas. Uma boa noitada em Buenos Aires!

Na sexta, as meninas foram às compras na calle Florida e nós fomos namorar no parque. Realmente os parques de Palermo valem a viagem. Começamos indo de subte até a Plaza Italia e ficando à toa no Jardim Botânico. Pequeno e simpático, trata-se de um oásis no meio da cidade:


Saturnália 

Rômulo e Remo mamando e preparando a fundação mítica de Roma 

Um corredor bucólico oferecendo uma tão necessária sombra num dia quente e úmido 


Depois de bons momentos de ócio, nada melhor que mais ócio. Dirigimo-nos, então, ao Jardim Japonês:










Almoçamos no japa do próprio parque, passeamos mais um pouco e voltamos para o apart de 102. À noite, enquanto as moças foram a um show de tango no Café Tortoni, nós fomos a um clube de jazz - Jazz e Pop - na Paraná logo depois da Corrientes. O lugar é charmoso, a música ambiente divina (trata-se de uma cave mesmo, um típico clube de jazz), mas está precisando urgentemente de uma manutenção e um tratamento contra a umidade, pois o cheiro era de mofo. Relaxamos, tomamos uma cerveja e assistimos a um belo show de jazz-tango-folk levado por Willy González Nuevo Trío. Olhem só um pouco do trabalho deles (só mudou o bandoneonista, que aliás me encantou):


Repararam no tom gauchesco e no baixo de seis cordas do moço? Pois... Extremamente engajados política e literariamente, contaram algumas histórias, cantaram algumas letras aparentemente históricas, mas o que definitivamente me emocionou foi uma música inspirada no Ensaio sobre a cegueira, do Saramago. Não pude conter as lágrimas quando eles falaram do livro e do autor.

Fechamos a noite no Palacio de las papas fritas (na Corrientes), comendo o melhor bife de chorizo que provei em território portenho. Claro, acompanhado de papas fritas. A especialidade do restaurante são aquelas batatas estufadinhas, também chamadas de pastel ou suflê.

132 - Amigos, mães, Malba e pizza

Na quinta de manhã, o Edil deixou alguns livros dele comigo para aliviar um pouco da sua bagagem (ele volta para o Rio na segunda, depois de uma temporada de seis meses em BA), conversamos um pouco e combinamos de nos encontrar para almoçar num restaurante peruano perto do Congresso. Acabamos num self-service genérico, porque o peruano estava fechado, mas tudo beleza. Juntou-se a nós a Melina, amiga peruana do Edil que já havíamos conhecido no Natal. Segue o registro que a mamãe fez:


Depois fomos ver a manifestação das Mães da Praça de Maio, que acontece toda quinta-feira à tarde há décadas. Tirei a foto abaixo, mas tive que parar porque a parada é realmente triste. A manifestação é pelos desaparecidos durante a ditadura, mas a praça é realmente uma ágora ocupada por todo tipo de luta.


Depois disso, só a arte salva: emendamos no Malba...


E olha quem estava lá! A gloriosa Tarsila...


Belo museu, bom tamanho, mas o meu estado era deplorável, estava muuuito cansada e com dor nas costas, então o aproveitamento foi mínimo. Mais um bom motivo para voltar... Finalizamos o dia numa pizzaria perto do apart - El cuartito (Talcahuano 937) - considerada por alguns a melhor da cidade. Ótima pizza, atendimento usual (ligeiramente rude), ambiente barulhento nos padrões de qualquer restaurante família (tipo Majórica ou parmê) e com as paredes cheias de fotos antigas de figuras ilustres do país, clubes de futebol, filmes etc.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

131 - Mafalda, Palermo e vida de turista

Ontem pegamos um daqueles ônibus de turismo amarelinhos tão recomendados pela Tânia e nos divertimos deveras zanzando pela cidade sobre quatro rodas ao lado de um monte de outras gentes. Ele passa em todos os pontos turísticos e, como o bilhete vale para um dia inteiro e é possível saltar e embarcar de novo onde e quando bem se quiser, este é um passeio que vale muito a pena. Pude rever algumas coisas e ver outras que ainda não tinha visto, isso sem falar no panorama geral da cidade que se pode ter numa volta desse tipo. O site é este aqui: http://www.buenosairesbus.com/, e olhem só o busum (foto capturada aqui):


Saltamos na Recoleta e fomos comer no El club de la milanesa (Azcuénaga 1898), em frente ao cemitério e ao lado do Recoleta Mall. Ambiente moderninho especializado nessa iguaria típica. Como já não aguentava mais comer carne, pedi uma de peixe (delícia!) e saladinha para acompanhar, mas vale lembrar que o purê de batata que a Tia Leyla pediu estava divino. Mamãe e Julia ainda embarcaram de novo no busum para conferir o Caminito, mas as minhas costas clamavam por uma banheira e água quente.

Na terça de manhã fomos conhecer os parques de Palermo, que são grandiosos e lindos, um ótimo passeio. Pena que, por ser feriado, alguns estavam fechados, como o Jardim Japonês e o Roseiral. Mas tudo bem, este é um bom motivo para lá voltar:


O tempo estava super agradável, a temperatura baixou bem e tivemos que nos agasalhar um pouco. Lá também se encontra o planetário Galileu Galilei. É uma construção modernosa, tipo o cogumelo de concreto da Biblioteca Nacional já devidamente registrado num post anterior.


Enterramos os ossos numa macarronada feita a quatro mãos e regada a mais um ótimo vinho nacional (já havíamos nos preparado e ido ao supermercado, já que no dia primeiro de janeiro quase nada abre por aqui) e, no fim da tarde, fomos procurar a Mafalda numa esquina de San Telmo. E não é que a encontramos? Olhem só:


Claro que a mamãe não resistiu ao abraço:


E nem o Pedro a uma cantada:



Seu bairro é San Telmo, sua aldeia, o mundo.