Na quarta-feira acordei às 5 da matina e duas horas depois, debaixo de um frio de lascar, deixava Lisboa rumo a Coimbra. No meio do caminho começou a chover e às 8:45h, quando desembarquei em Coimbra, a chuva, o frio e o vento estavam muito sinistros. Pior que a fila no ponto de táxi estava enorme, então saí andando naquelas condições desfavoráveis e fui pegar um táxi no meio da rua. A propósito, choveu o dia inteiro, e quando tinha que me deslocar de um lugar para o
outro, não havia guarda-chuva que desse conta daquele vendaval. Só
conseguia pensar em como era bom já ter estado em Coimbra no verão de
2008, e ter podido desfrutar dessa simpática cidade com belíssimos dias
de céu azul, como se pode ver
aqui,
aqui,
aqui e
aqui.
Quando cheguei à universidade, a abertura do congresso já havia começado, mas estava tudo sob controle, ainda deu tempo de ouvir que o FHC, uma vez perguntado em Coimbra sobre como o Brasil conseguiu manter sua unidade enquanto o resto da América Latina se dividiu em vários países, teria respondido que foi graças - pasmem! - a Coimbra, porque em Portugal só havia uma universidade, o que fez com que todos os líderes luso-brasileiros bebessem na mesma fonte, enquanto a Espanha tinha várias.
Ademais, consegui assistir às duas primeiras plenárias: a primeira sobre a reforma universitária no início do século XIX em Berlim e Coimbra; e a segunda, que mais me interessou, sobre os comentários conimbricenses à obra de Aristóteles. Na hora do café (normalmente a mais produtiva dos congressos), encontrei-me com o Carolino e o Antonio Augusto, conversamos um pouco e voltamos para mais uma palestra de orador convidado, agora sobre a política envolvida nos prêmios nobel. A Gabriela se juntou a nós e, depois da palestra, almoçamos um menu do dia regado a vinho da casa no restaurante Bizarro, na Baixa de Coimbra. Ótimo papo transatlântico para estreitar os laços. Depois do almoço, Teresa chegou de Braga e se juntou a nós para mais uma rodada de palestras plenárias, uma sobre as ciências da vida no Brasil e em Portugal, e finalmente a do Antonio Augusto, "O destino das críticas de Goethe à óptica de Isaac Newton segundo os físicos":

A foto está meio escura, mas o coroa de barba ao lado do Antonio Augusto, que fez a mediação da sua palestra, é o Fitas, também já mencionado
aqui neste blog, mais uma figura importante no meu trabalho. Ele me enviou artigos que eu precisava para montar o projeto de bolsa-sanduíche para Portugal e também foi muito gente boa quando eu estive em Évora em 2008.
Na sequência começaram as sessões de comunicações e a minha foi logo a primeira, como já falei no post anterior. Achei que foi bem legal, até rolou uma boa discussão, apesar dos assuntos variados. No fim do dia estava morta, fui com Teresa para a casa da sua sogra em Figueira da Foz, cidade praiana perto de Coimbra. Trata-se da foz do rio Mondego, o belo rio conimbricense que desagua no mar justamente ali. O acolhimento foi maravilhoso. Dona Conceição é uma querida, e a cunhada da Teresa também, só falta agora conhecer o famoso Brilha, seu maridão gente boa.
No dia seguinte, devido ao cansaço do dia anterior, Teresa e eu combinamos de matar as primeiras atividades e fomos só para as comunicações. Como eram várias sessões paralelas, escolhi uma que achava que seria mais interessante, mas acabei me arrependendo. Pior que estava com uma dor de cabeça de lascar, acho que foi o frio (gozado que no Rio normalmente a dor de cabeça é por causa do calor). O tempo estava melhor, mas ainda estava muito frio e vento. Almoçamos na cafetaria do Museu da Ciência, tomei um analgésico e depois fomos embora. Foi legal que chegamos ainda de dia em Figueira e eu pude conhecer um pouco da cidade. Andamos um bocado por lá e, enquanto conversávamos sobre tudo e mais um pouco, ela foi me apresentando a algumas partes da cidade. Vou sentir falta desses papos animadíssimos com a minha amiga d'além mar. Quando chegamos em casa, o papo continuou animado, aí degustamos uma lula feita no capricho pela Dona Conceição com um rosé especial.
Hoje de manhã fomos mais cedo para Coimbra, pois, além da palestra do Henrique sobre o Pedro Nunes, que era logo pela manhã, na sequência a Teresa apresentou o trabalho dela. Depois da missão cumprida, quando descíamos para almoçar na Baixa, saquei essa foto dos meus amigos recém-apresentados:
Antonio Augusto e Teresa
Na sequência voltei para Lisboa depois de despedidas já saudosas e promessas de nos vermos em breve.
Ao chegar na residência, em função do aniversário da camarada argentina e da despedida da camarada húngara, tomamos um vinhozinho e sacamos umas fotos, vejam só:
Da esquerda para a direita temos a hermana Graciela, Dona Rosa, a húngara Ágota e a galega Celia.
A mesma coisa só que euzinha estou no lugar da Ágota.
Ai, ai, ai... Amanhã é meu último dia na terrinha... Não paro de suspirar...