domingo, 4 de junho de 2017

191 - Lisboa-Rio

Cheguei ontem no Rio, sã e salva, de onde escrevo a última postagem desta temporada do blog. Para começar, a paisagem de Lisboa está de tirar o fôlego com os jacarandás floridíssimos. A foto abaixo é na rua da cinemateca.

Jacarandás dando show primaveril nas ruas de Lisboa!

Semana de despedidas e últimas fotos dessa temporada com os amigos. Vejam só:

Ricardo e eu na Cerveceria 100 Montaditos, ao lado da Faculdade de Ciências, onde tomávamos o nosso chá e ele comia seu montadito de queijo de cabra, entre as suas aulas da tarde e da noite de segunda-feira, das quais tive o privilégio de participar algumas vezes.

Carlos e Dani no novo cafofo lisboeta.

Olhem a cara dele olhando para o quitute de salmão carinhosa e artisticamente preparado por ela. Além dos quitutes, rolou um ótimo papo regado a Papa-Figos (vinho do Douro). Depois seguimos até o Hot Clube para a noitada de jazz - afinal, terça-feira é dia de jam session.

Na quarta fui me despedir do Luís na faculdade, tomamos café com bolo, conversamos pelo skype com a Helena, vimos os manuscritos astrológicos que ele está pesquisando para a sua tese de doutorado e aproveitamos para tirar essa foto com a Torre do Tombo atrás. Giro é que tenho fotos com a Helena no Tombo há cinco anos e tal (clique aqui para ver o post).

Na quinta almocei com Dona Rosa numa churrasqueira que ela descobriu em Telheiras, e nos despedimos com um "Até breve!" na porta da casa dela, que é em frente à Residência Paz, da qual tirei uma foto para matar as saudades:


O último vinho alentejano da temporada:

Não é lindo este rótulo com sol e lua?

Despedida dos amigos e do Tejo no Cais das Colunas

Última tertúlia - de tema livre - com a presença física da representação brasileira. Como se vê na foto acima, estavam lá: Regina, Teresa, Helena e Elvira.

Batemos um papo muito giro e eu tive que falar da minha experiência com o Home Check-in da TAP (a bagagem chegou sã e salva também). Acho que estes foram os 35 euros mais bem gastos da minha vida, não precisei arrastar até o aeroporto os meus 40 kg de bagagem (livro pesa): um dia antes do embarque, apareceu um gajo giro, alto e forte para pesar e carregar as minhas malas. No dia seguinte, fui de metro para o aeroporto só de mochila, uma maravilha!

Helena, Elvira e Ana Rita, a dona da casa desta rodada tertuliana

Fernando, Isabel e eu

Agora dando para ver a Isabel

Amigas transatlânticas se despedindo já saudosas

Agora com o João no fundo

"As excepcionais" do Centro de História das Ciências da Universidade de Lisboa:
 Ana Rita, Teresa, Isabel e a penetra brasileira, euzinha.

Até breve, meus amigos! 
Até breve, Lisboa! 
Espero revê-los em breve!

quinta-feira, 1 de junho de 2017

190 - Jazz e cinema português para encerrar a temporada

Os verdes anos é um filme de Paulo Rocha (1963) que inaugura, junto com mais dois ou três outros, o cinema novo português. Tive a oportunidade de ver esse filme na Cinemateca Portuguesa nesta minha última semana em Lisboa. Belo filme que, entre outras coisas, nos brinda com uma Lisboa dos anos 1960 (muito giro foi ver a universidade, esse lugar onde estou e por onde ando todo dia, ainda no meio do mato, antes de ser incorporada propriamente à cidade) com uma música maravilhosa de Carlos Paredes. Vejam só os primeiros minutos do filme nos quais, além de viajarmos no tempo, ouvimos essa bela canção:


Nas cenas na universidade, os protagonistas deslizam pela reitoria e pelos dois prédios que existiam na época (os das faculdades de direito e de letras), onde justamente se encontram os desenhos do Almada Negreiros. Por isso esse filme entrou no ciclo sobre o Almada da cinemateca (acompanhando a exposição sobre a qual já falei aqui). Quando o filme estreou em Portugal, ele disse, entre outras coisas, o seguinte:
Aceito sempre convites que, como este, não se dirigem a competência minha. É pois sem competência que digo que a realização do Paulo Rocha "Verdes anos" me surpreende e que a aguardava.
Ainda nesse ciclo, vi também uma sessão com três curtas/médias: o documentário Almada Negreiros, vivo hoje, de António de Macedo (1969); Entrevista ao Zip Zip, de 1969; e SWK4, de Edgar Pêra (1993). Gostei mais dos dois primeiros, pois pude ver o próprio Almada falando, o que foi um presente. Figura bem-humorada, lúcida e que, apesar da perturbação natural do artista subversivo, irradia uma tranquilidade e uma sabedoria que aquecem o coração. O primeiro está inteiro lá no youtube:


Despedi-me do Hot Clube na jam session desta terça-feira, que foi muito gira. Mais um pouquinho do jazz que rola por lá para vocês: