Ontem fomos todos a San Telmo, debaixo de um sol de lascar. Apesar do programa de índio (a turistada estava toda lá), foi giro. Vejam só:
Esta é a entrada do Mercado de San Telmo pela calle Defensa. Esse mercado coberto existe desde o fim do século XIX. Aliás, San Telmo é o bairro mais antigo da cidade, com seus casarios seculares, ruas estreitas e clima de Santa Teresa, Lapa, Bairro Alto e afins. Há lá um mercado normal de frutas, legumes, verduras, queijos, carnes etc., cercado de lojas de antiguidades, roupas, livros, discos, lembrancinhas e todas as coisas que se pode imaginar por todos os lados. A calle Defensa, toda de paralelepípedo, fica fechada para pedestres aos domingos, então a malta vai toda lá. Paramos para comer no Mi Tío, na esquina com Carlos Calvo, porque o recomendado El desnível estava muito quente, o garçom não foi lá muito amigável e uns brasileiros que estavam lá nos disseram que a cerveja também estava quente. Mas eu ainda quero voltar lá para comer o tal do choripán (pão com chorizo, a nossa linguiça) que o Edil falou que é uma delícia.
Andamos mais um pouco até a feira de San Telmo propriamente dita, que fica na praça Dorrego, onde se encontram antiguidades, artesanatos e curiosidades de todos os tipos, mas o que nos fez parar foi o tangueiro com cara e chapéu de Deleuze que foi dançar com uma senhora ao som de dois músicos que já lá estavam tocando um belo som.
Isso foi na própria praça Dorrego, na esquina com Humberto Primo. Olhem que curioso o papagaio de pirata que saiu rindo no fundo!
Acima, os tangueiros de lata que se encontram na Pasaje de La Defensa, uma ex-mansão e ex-cortiço que virou um espaço alternativo de artistas, artesãos etc. Abaixo, mamãe e tia Leyla na entrada do local.
Sentamos numa sombrinha para descansar ao lado desta senhorinha que tocava suas latinhas discretamente, quando de repente ela nos surpreendeu soltando uma voz jazzeira maravilhosa. Ela tinha uma plaquinha interessante: show me the money.
Para finalizar, mais tango-jazz de esquina, com este pequeno grupo que tocou até Piazzola:
Repararam no cartaz ao fundo? Pois... Fomos lá conferir e olha eu aí de ET:
Já havíamos colocado as moças num taxi e andamos até a estação San Juan do subte. Observem a azulejaria moura acima de nós. Na ida, observamos algumas paisagens espanholas em outras estações também:
Um comentário:
Que delícia! Vivi novamente essas experiências.
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