Nas cenas na universidade, os protagonistas deslizam pela reitoria e pelos dois prédios que existiam na época (os das faculdades de direito e de letras), onde justamente se encontram os desenhos do Almada Negreiros. Por isso esse filme entrou no ciclo sobre o Almada da cinemateca (acompanhando a exposição sobre a qual já falei aqui). Quando o filme estreou em Portugal, ele disse, entre outras coisas, o seguinte:
Aceito sempre convites que, como este, não se dirigem a competência minha. É pois sem competência que digo que a realização do Paulo Rocha "Verdes anos" me surpreende e que a aguardava.Ainda nesse ciclo, vi também uma sessão com três curtas/médias: o documentário Almada Negreiros, vivo hoje, de António de Macedo (1969); Entrevista ao Zip Zip, de 1969; e SWK4, de Edgar Pêra (1993). Gostei mais dos dois primeiros, pois pude ver o próprio Almada falando, o que foi um presente. Figura bem-humorada, lúcida e que, apesar da perturbação natural do artista subversivo, irradia uma tranquilidade e uma sabedoria que aquecem o coração. O primeiro está inteiro lá no youtube:
Despedi-me do Hot Clube na jam session desta terça-feira, que foi muito gira. Mais um pouquinho do jazz que rola por lá para vocês:
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