Depois me meti num labirinto de ruelas como as de Granada que, em algumas partes, eram igual a Évora, com casinhas brancas e amarelas:
Fui parar num parque que depois descobri serem os Jardins de Murilo e de Catalina de Ribeira, onde se encontra um monumento a Colón - o nosso Cristóvão Colombo (a parada no meio é uma caravela com o nome da rainha Isabel; o nome de Cólon está logo abaixo do leão):
Logo depois achei a antiga Fábrica Real de Tabaco - imortalizada na ópera Carmen -, o segundo maior edifício da Espanha (só fica atrás do El Escorial). Hoje é parte da Universidade de Sevilha e, na sua fachada, novamente encontrei Colombo e sua caravela:
Entrei para conferir e fiquei encantada. Andei pelos corredores, li os murais e senti um pouco do ambiente também, olhem só:
Segui meu caminho e tive a primeira visão de La Giralda, o símbolo de Sevilha, construído no século XII. Tem esse nome por causa do cata-vento no topo. Era o minarete da mesquita, agora é a torre do sino da maior igreja cristã do mundo: a Catedral de Sevilha.
Agora a catedral em toda a sua grandiosidade (e a malta estava toda lá):
Dei uma volta em torno dela e peguei outros ângulos:
Fui andar nos arredores, antes de explorar os Reales Alcázeres, e uma das coisas que me chamou a atenção foi o metrô de superfície que passa em algumas ruas de pedestres do centro histórico. Acho que o projeto para a Avenida Rio Branco (não sei a quantas anda isso) se baseou nessa simpática solução de transporte, olhem que maravilha:
E o moço das castanhas estava lá, como em Lisboa (pena que não dá para sentir o cheiro):
Mais uma rua de pedestres com o chafariz da Porta de Jerez ao fundo:
Agora o Guadalquivir, ou "grande rio" em árabe, com a Torre de Oro à direita, que hoje é um museu marítimo, mas na época (século XIII) servia para proteger a cidade. Reparem na sua forma mourisca com doze lados. Dizem que há outra com oito lados, a Torre de Prata, mas esta eu não vi.
Agora os Reales Alcázeres, que são um complexo construído a partir do século X pelo emir Abd el-Rahman, mas com aportes de vários outros califas que se seguiram, e também dos reis cristãos (que tomaram Sevilha no século XIII). Desde a entrada, temos o seguinte:
Aqui é a Puerta del León:
Desse pátio acima, por onde se entram nos vários espaços palacianos, além dessa belíssima fachada temos a seguinte vista ao virar de costas:
Perambulando no interior do complexo palaciano e nos seus jardins, vi o seguinte:
Olha eu aí no Patio de las Doncellas:
Mais algumas:
Que porta!!!
Este palácio gótico-renascentista foi construído no século XIII pelo D. Afonso X, o Sábio, tão mencionado na minha tese:
Mais alguns pormenores:
Isso é um pouco do que eu vi em Sevilha. Fui embora cansada, sabendo que precisava de muito mais tempo para realmente conhecer a cidade, mas satisfeita por ter tido essa oportunidade. Olha a cara de alegria da criança no trem de volta para Granada: