sexta-feira, 10 de março de 2017

139 - Benção de trabalho

Ontem foi dia de pedir a "bença" ao Tejo no Cais das Colunas, já tão badalado por mim das outras vezes aqui e aqui:

E, claro, passear pelo centro desta cidade maravilhosa - a chamada Baixa lisboeta. Vou tentar não ficar repetindo fotos do passado, mas não resisti ao Arco da Augusta visto do Paço com um céu azul de lascar:

Olha eu aí com o arco cortado! Não dá nem para reclamar, pois o gringo que eu parei no meio da praça tirou a minha foto numa boa (a cidade está lotada de turistas!)

Também não resisti a fotografar o meu meio de transporte favorito: o bonde! Há na versão clássica e moderninha, e eles estavam juntinhos um atrás do outro na Praça da Figueira:




E hoje, já devidamente abençoada pelo Tejo e inserida no coração da cidade, tive condições de começar a trabalhar. De manhã fui renovar meu acesso à Biblioteca Nacional (BNP), doar um exemplar do meu livro sobre as traduções do Tetrabiblos, fazer uma primeira pesquisa bibliográfica e analisar detalhadamente a livraria. Deuses! Tenho algumas aquisições a fazer nessa livraria e um trabalho sobre as traduções da Origem das espécies, de Charles Darwin, devidamente mapeado pela frente.

A novidade do dia é que a primeira tradução portuguesa da Origem talvez seja anterior ao que eu tinha registrado (1913). Aqui na BNP, eles têm um registro de 1900, mas seguido de interrogação, ou seja, há dúvidas sobre essa data. Evidentemente, vou ver isso com calma.


Depois dessa primeira incursão à BNP fui à biblioteca da Faculdade de Letras doar o meu livro e fazer um levantamento inicial do que há na universidade sobre o assunto. O acervo foi devidamente registrado e, em breve, será abordado. Tudo indica que o tempo de que disponho será suficiente, mas ainda falta marcar as entrevistas com os tradutores...

Depois disso ainda fui assistir à aula de Pensamento crítico (que giro!) que o Ricardo oferece às sextas à tarde para o pessoal da Informática. Fiquei chocada com o número de inscritos: 180. E eu reclamando dos meus 20 alunos de Metep! Já pensou avaliar esse povo todo? Sorte que, segundo ele, não aparecem todos: hoje havia uns 60 ou 70. Agora as fotos:



Perceberam o interesse das filas do gargarejo? A discussão que rolou no fim foi de dar inveja, mas é claro que, com essa gente toda, rola um zunzunzum (saudável, estão todos vivos!) o tempo todo.






quarta-feira, 8 de março de 2017

138 - Depois do corpo chega a alma

Após uma viagem cansativa, desconfortável, sem dormir e comendo mal, meu corpo chegou a Lisboa ontem de manhã num estado deplorável.

Vale destacar que comi mal porque pedi refeição vegetariana: das outras vezes fui de cardápio normal e fiquei bem satisfeita. Definitivamente, os fornecedores da TAP não sabem fazer esse tipo de comida. No jantar rolou uma salada verde sem graça, uma lentilha sequinha razoável e uma massa com legumes quentinha, mas insossa. A salada de frutas estava boa, mas o que salvou a noite foi o espumante que havia no carrinho de bebidas. Fiz um brinde silencioso com todos vocês: tintim! No café da manhã, além do café, veio um tofu gelado com tomate (só provei e estava horrível), um pãozinho francês e uma salada de frutas. Tive que pedir uma manteiga para comer com o pão e salvar a refeição.

Mas tudo bem, estou em Lisboa, oba! Cheguei, me instalei, saí para comprar um adaptador de tomada e almoçar. Comi num restaurante relativamente perto daqui (estou nos apartamentos da Universidade de Lisboa, dentro do que eles chamam de 3Is - Instituto de Investigação Interdisciplinar), agora uma refeição quase vegetariana decente: berinjela gratinada com salada, acompanhada de um vinho da casa. No caminho de volta comprei café, croissants e - claro! - pastéis de nata. À noite dormi bem e profundamente, talvez por causa do friozinho. Saí do Rio 40 graus (à sombra) para uma Lisboa no fim do inverno, fazendo cerca de 15 graus durante o dia.

Hoje de manhã saquei as seguintes fotos aqui do entorno do apartamento, olhem que simpático o lugar e que céu (dia lindo!):






E aqui a Dona Bela, que cuida dos apartamentos:



Meu cabelo está molhado e a cara estranha, mas valeu o registro. A Dona Bela é a Dona Rosa daqui. Para quem não me acompanha desde o início deste blog, a Dona Rosa era a responsável pela residência em que fiquei das outras vezes, a Residência Paz. Dessa vez não havia vaga lá, mas em breve vou visitar a agora aposentada Dona Rosa, que me recebeu de braços abertos e me ajudou deveras nas minhas primeiras peripécias por aqui. Veja um pouco sobre ela e a Paz aqui, aqui e aqui.

Fui encontrar com o Ricardo, meu orientador português, mas não saquei fotos, outras oportunidades virão. Entreguei-lhe o livro sobre o LNA e doei para a biblioteca da FCUL (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) um exemplar do meu livro sobre as traduções do Tetrabiblos (este ele já tinha, enviei pelo Antonio Augusto em outra ocasião). Quem quiser se lembrar dele, clique aqui e aqui para ver dois registros antigos. Na volta dei uma bela caminhada pela universidade, revendo lugares velhos conhecidos, almocei num café-bistrô ao pé da Biblioteca Nacional (que, de novo, vou frequentar assiduamente): quiche de carne, cogumelos e legumes regado a vinho da casa. Depois fui atrás de víveres no supermercado:






137 - Rio-Lisboa

Depois de uma rápida passagem pelo carnaval do Rio,


com direito a passeio de VLT - o bonde moderninho - com o Edil



e a rever alguns outros saudosos amigos com os quais acabei não tirando foto, cá estou eu de novo em Lisboa, agora para um pós-doc de três meses. 

Quem quiser saber do que se trata a minha pesquisa por aqui, veja a minha última postagem no blog do GP de Science Studies da UEM. E, claro, aproveite para navegar por lá, pois é um trabalho que faço com todo carinho.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

136 - O olhar de Odete

Seguem algumas fotos sacadas pela mamãe em Buenos Aires:

Cabildo

Obelisco

Igreja de Nossa Senhora do Pilar

Árvore preferida

Livraria El Ateneo

Livraria de Ávila

Mulher soltando a voz e a tia Leyla com a sua placa "Show me the money"

Colombo e Casa Rosada

A gente em Porto Madeiro

Um touro em Palermo

San Telmo

Tango em San Telmo

Igreja Ortodoxa Russa

Um dos prédios da Diagonal Norte

La Boca

Edifício Barolo

Malba

Café Tortoni

Julia no Café Tortoni

As moças no Café Tortoni

Parque de Palermo

A gente no parque

Feliz Ano Novo



domingo, 6 de janeiro de 2013

135 - Espetáculo à parte

Além de eficientes e de rodarem 24h, os ônibus de Buenos Aires são lindos. Olhem só que espetáculo:

O glorioso 102: bons serviços prestados nessa temporada. 








Não são umas graças?

134 - Gente de astrología, cinema e literatura

A temporada portenha se encerrou com um contato astrológico. Não pude ir, mas o Edil foi lá nos representar junto à nossa colega argentina, a Silvia Ceres. Ela agradeceu deveras pelo exemplar do meu livro que lhe mandei e também nos passou um exemplar do seu, sobre Fernando Pessoa. Diante da felicidade de ambos os lados por renovar os laços e reencontrar nossos pares no tão conturbado meio astrológico, ficou a promessa de tentar um trabalho comum em breve. Todas essas emoções e informações eu acompanhei por telefone enquanto acompanhava a família nas últimas comprinhas e no almoço, que rolou no simpático Los inmortales da Paraná (há mais três ou quatro filiais):


Este é mais um motivo para voltar a essa cidade tão gira. Confiram o site editado pela Silvia: Gente de Astrología. Ela organiza todos os anos um congresso em BA, mas eu ainda não consegui ir. Quem sabe agora, né?

Outra coisa que não consegui fazer foi ver o novo filme do Darín in loco, mas fica registrada aí a intenção:


Também faltou adquirir um livro do Cortázar in loco, até porque não consegui fazer as devidas garimpagens nas livrarias e nos sebos da cidade (mais um motivo para voltar!), mas fui na divina livraria Guadalquivir (nome do rio que passa por Sevilha e Córdoba devidamente retratado e mencionado em posts anteriores deste blog), que é especializada em humanidades, e adquiri o meu primeiro Ernesto Sábato: El tunel. Já comecei a ler e estou adorando.