Vou falar um pouco sobre algo que me marcou na travessia Rio-Lisboa. Até tentei dormir, porque estava super confortável (vim na executiva, depois descrevo detalhes), mas não adianta, não consigo mesmo.
Li o livro todo que a Beth me emprestou da Margareth Atwood, A odisseia de Penélope, do qual, confesso, esperava mais. Decerto que a expectativa de ler o que a autora de O conto da aia escreveu sobre a minha tão cara Odisseia atrapalhou, sem falar que ler em trânsito também não ajuda. Acho que vale a pena reler e dar outra chance ao livro...
A boa surpresa mesmo foi o belíssimo documentário português que assisti: Insha´Allah- perdidos no berço do Islão, de João Brandão e com João Amorim e António Pedro Moreira. O filme está inteiro no youtube, é só clicar aqui. Trata-se de uma viagem pela Arábia Saudita de dois portugueses pegando carona e vivendo cada instante dessa experiência fantástica. Destaco a seguinte passagem sobre vida, viagens, plena atenção e memórias, que me toca sobremaneira:
"A cena que eu mais curto em viagem é que faz-me sentir plenamente aqui [...]. Se quando eu viajo consigo lembrar mais dos meus dias, quer dizer que ganho mais memórias; se a vida são memórias, viajar dá mais vida [...]." (1:06:41-1:07:42, 1:09:53-1:10:30).
Para quem não sabe, o título desta postagem, que usei numa "intervenção" artístico- terapêutica que fiz numa das paredes da minha casa, é inspirado no livro de Carl Jung, Memórias, sonhos e reflexões:


Um comentário:
Parede do meu quarto 😍
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