A sensação de estar virando palavra não é inédita, já tinha sentido isso das outras vezes em Lisboa. Parece que há uma magia literária contagiante na cidade. Claro que agora há também a minha memória, afinal, lá se vão 14 anos que botei os pés aqui pela primeira vez. Decerto já senti isso em outras ocasiões, em outras geografias, mas essa Lisboa mágica habita em mim. Também pode ser o estado de graça da solidão, de curtir a minha própria companhia, o prazer de mergulhar em mim mesma e fruir o silêncio até no meio do burburinho. E esse bairro de Arroios tem um burburinho peculiar, como já falei em outras postagens. A propósito, para complementar o visual do entorno da Penha de França, olhe como ela é gira vista lá de baixo:
Descobri esse visual da Penha de França perambulando para além do Mercado de Arroios, onde achei um lugar bom para fazer as minhas caminhadas, o jardim em frente à chamada "Fonte Luminosa", vejam só:
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| Esta foto fiz lá em cima da fonte, onde há um mirante |
Evidentemente há também os eflúvios dionisíacos, pois o vinho nacional, como já se sabe, é o meu preferido.
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| O bom e velho Reguengos, agora com rótulo branco |









Um comentário:
Oi filhota, creio que é bem oportuna uma frase do Saramago "Fisicamente habitamos um espaço, mas, sentimentalmente, somos habitados por uma memória."
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