Lisboa, 26 de setembro de 2008.
No início da semana eu ainda estava sob o efeito-Paris, mas agora passou, já finquei os pés em Lisboa novamente, voltei à minha pesquisa na biblioteca, fui devidamente orientada pelo Ricardo numa conversa de 3 horas (coitado! falei pelos cotovelos), assisti a uma palestra no Museu de Ciência, revi o Carolino (com quem fiquei de combinar um encontro também, porque a participação dele é fundamental no meu trabalho), freqüentei o bandejão macrô da universidade (tudo bem que no primeiro dia errei de fila e acabei comendo porco com batatas), conheci uma amiga da Teresa que é a cara da Daniela e hoje, quando saí da biblioteca, arrematei indo ao cinema, num lugar tipo Estação Botafogo, chamado Cinemateca Portuguesa. Fui ver uma ficção científica de 1936: Things to come (traduzido aqui como A vida futura), que é imperdível. O filme se baseia numa obra do H. G. Wells, foi dirigido pelo William Cameron Menzies e faz parte da mostra "Os não lugares". Vou tentar achar para passar para os meus alunos, pois o discurso sobre a ciência é muito bem trabalhado no filme, além, é claro, de ter uma história muito boa e uma parte técnica impressionante para a época. Como disse no início, na terça fui ao Museu de Ciência e aproveitei para andar no Bairro Alto (subi de funicular evidentemente) e no Príncipe Real, coisa que ainda não tinha feito. É lá que anda a gente descolada de Lisboa, onde se encontram várias galerias de arte, lojas de artesanato, botecos, restaurantes etc. É onde rola o fado vadio, que quero testemunhar qualquer hora dessas, além da agitação cultural alternativa da cidade. Como fui cedo, não vi nada, o bairro estava entregue às moscas. A palestra também foi mais ou menos (sobre o patrimônio científico brasileiro), mas depois saí de lá com a Teresa (minha nova amiga aqui da residência, que também é da área de história da ciência) e fomos jantar com a Marisa. Deuses! Ela é a cara e, mais ainda, o jeito da Daniela. Tentei tirar uma foto, mas a bateria descarregou, fica para a próxima. Foi super legal a saidinha, papeamos, tomamos chope, eu comi uma massa com frutos do mar. Foi bom também que, no meio do papo (a Marisa está terminando o doutorado em história), descobri que as bibliotecas não são unificadas como eu tinha sido informada antes. Ou seja, terei que freqüentar também as bibliotecas das faculdades de letras e ciências. Fiz isso na quinta (para conhecer), além de me encontrar com o meu orientador (finalmente!). Trocamos algumas figurinhas, conversamos bastante e descobri que o que o Ricardo estuda não é tão alienígena assim à minha pesquisa, como eu pensava, acho até que vou tentar assistir a umas aulas dele. Como eu estava precisando conversar com alguém sobre o meu trabalho! Com isso, ajeitei as coisas na minha cabeça. Ah! Já ia me esquecendo da mancada da semana. Na segunda, queimei uma comida no microondas, empesteei a casa toda (até hoje ainda dá para sentir o cheiro) e, como fiquei quase sem comida (só uma saladinha e a minha taça de vinho), a Dona Rosa, que rapidamente tratou de minimizar o ocorrido (quase destruí o forno!), providenciou uma tosta (queijo quente) para mim, contando vários outros casos semelhantes a esse, que já ocorreram na residência, para eu não ficar tão sem-graça. Ela é uma figura mesmo, muito gente boa.
Esta é a vista que se tem do Miradouro São Pedro de Alcântara, ao lado do Funicular da Glória. Vê-se o Castelo de São Jorge lá em cima da colina, além do casario, abaixo.
Com um pouco menos de zoom, vê-se tanto o Castelo quanto a Sé e o Tejo...
Um comentário:
Tira a foto da Marisa e me manda. :-)
Agora estou lendo o blog de uma maneira atualizada. Já botei tudo em dia. ;-))
Beijo!
Postar um comentário