domingo, 28 de setembro de 2008

31 - Fim de semana legal

Lisboa, 28 de setembro de 2008.

Ontem fui fazer a minha caminhada matinal no parque, almocei na residência e, à tarde, fiz uma "sessão da tarde" na cinemateca, que me lembrou muito as sessões da tarde da minha infância, em que eu e Beth, sob influência de papai e mamãe, fomos iniciadas no cinema americano e brasileiro dos anos 40, 50 e 60. Revi nada mais nada menos que o simpático Um americano em Paris (http://www.youtube.com/watch?v=_I-_1hyUS8w). Deliciei-me com todas aquelas referências parisienses, embaladas por essa figura linda, sorridente, cantante e dançante que era o Gene Kelly. Saí de lá rindo à toa e fui passear ali pelas redondezas. Acabei achando o único funicular de Lisboa que ainda não conhecia, o da Lavra, e subi. Lá em cima, desfrutei um pouco da calmaria e da paisagem de um lugar ainda pouco explorado pelos turistas e depois saí para andar. Deparei-me com uma pracinha que tinha o clima de qualquer cidadezinha do interior no Brasil, com patinhos no lago, velhinhos (ou velhotes, como eles dizem por aqui sem nenhum sentido pejorativo) sentados nos bancos, gente jogando cartas, conversando, passeando ou fazendo nada. Tudo muito familiar para mim, como quase tudo por aqui em Portugal. Desci de funicular e voltei à cinemateca, agora para rever El ángel exterminador, de Luis Buñuel. Como cheguei cedo, fui tomar um café e conhecer a livraria. A cinemateca está comemorando 50 anos! Há várias pequenas exposições no espaço, que é muito interessante, a livraria é especializada em cinema, tendo várias publicações da casa, inclusive uma sobre cada cineasta (fiquei muito tentada a levar o Orson Welles e o Bergman, mas me segurei, pelo menos por enquanto), várias histórias do cinema, especialmente português, além de publicações gerais de outras editoras, periódicos sobre o assunto etc. Enfim, parece que os estudos de cinema em Lisboa estão bombando (ou "a bombar", como se diz por aqui), e parece que há bem mais estrutura que no Rio. Bem, são 50 anos só de cinemateca. Outro cinema que parece ser muito bom é o tradicional São Jorge, bem na Av. da Liberdade. Lá há sempre festivais, e esta semana começa um de cinema francês. Enfim, demorei para começar a ir ao cinema por aqui, mas agora que abriu a porteira danou-se... Quanto ao Buñuel, já tinha visto em casa, mas na telona é sempre melhor. Fiquei surpresa com a sala cheia para ver um filme como este, e o gozado é que os gajos riam bastante a cada passagem bizarra (e não são poucas!)... Apesar de já ter visto o filme, ver de novo foi interessante para experimentar melhor os detalhes, o que não significa, nem poderia, tentar compreender. Aliás, o que são aqueles carneiros?! hehe :-) Hoje fui almoçar na Lídia, pois os avós do Pedro, a Maria e o Walter vieram passar uns dias por aqui. Foi ótimo, rolou uma feijoada, depois comi um melão delicioso, conversamos bastante, vimos dezenas de fotos e, mais tarde, saímos para tomar um café.


Olha eu aí no funicular do Lavra!

Mais uma do funicular

Vista do Jardim do Torel, miradouro perto de onde o funicular pára (com esforço, vê-se o arco da Rua Augusta e o Tejo no fundo)


Este é o moinho que fica pertinho da casa da Lídia, aliás, é onde o busum faz ponto final: Alto do Moinho. Lá há uma pastelaria com pães deliciosos, onde Maria, Lídia e Rodrigo estavam comprando pão quentinho.


Olha o casal 20 aí de novo! Seu Zeferino e Dona Emília Fraga.

Este é o Rodrigo, netinho da Lídia.

Família reunida em torno da feijoada.

Lídia e Maria

Família vendo fotos antigas (este em pé é o marido da Lídia)

Dá uma sacada neste melão! Ai, ai, ai, dá vontade de comer de novo...


Mr. Fraga e Walter

Sônia, Rodrigo e Pedro (respectivamente, nora, neto e filho da Lídia)

Lídia, eu e Maria

Olha a pérola! Da esquerda para a direita: Elisa, Dona Emília, Júlia, Maria e Lídia.



Nenhum comentário: