Ontem fui à Livraria da Travessa encontrar o prof. Augusto Fitas e, claro, meu velho amigo Carlos, que lá trabalha. O detalhe é que quem sugeriu a Travessa foi o Fitas, mais uma "pura coincidência", já que eles não se conheciam, ou melhor, até se conheciam pois o Fitas costuma frequentar a livraria, mas nunca tinham sido apresentados...
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| Olha o Carlos aí, gente! |
Livros entregues (eles ganharam exemplares do meu segundo livro sobre o Tetrabiblos e, para o Fitas, levei também o último livro do Antonio Augusto), fui na Pastelaria Cister com o Fitas e ficamos ali um tempão conversando. Ótimo papo sobre Brasil, Portugal, história, filosofia, literatura, questões sociais, guerra, língua, preconceitos e, claro, memórias. Ele me contou sobre o tempo em que estudava ali mesmo em frente, na Escola Politécnica, e ia assiduamente nesse histórico café, que, no século XIX, era "frequentado por Eça de Queiroz quando começou a viver em Lisboa e por onde passaram, ao longo de século e meio, todos os estudantes que em Lisboa estudaram ciências". Diz ele que sempre que vai a Lisboa (ele mora em Évora) tem que voltar àquele lugar de tão boas memórias.
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| Professor Augusto Fitas, figura ilustre da minha história com Portugal |
Depois disso saí andando lépida e fagueira, e passei na porta d´Os Tibetanos, um restaurante vegetariano daquela região que eu adoro. Estava fechado naquele horário, mas vi que está funcionando, sobreviveu à pandemia! Aproveitei que estava por ali e fui até a Cinemateca, um dos meus lugares preferidos de Lisboa. Entrei, peguei a programação, sentei no café e acabei não resistindo a comer uma tosta acompanhada de um abatanado. Fiquei sabendo também que eles estão fazendo sessões na esplanada durante o verão, o que me parece muito giro!







