sábado, 4 de outubro de 2008

35 - Conquistando Lisboa

Lisboa, 4 de outubro de 2008.

Hoje estudei a manhã toda, mas lá pelas tantas baixou o D. Afonso Henriques por aqui e saí para conquistar Lisboa. Primeiro parei para abastecer o tanque no MegaVega, depois fui pegar o 28 para me dirigir à colina mais alta da cidade, onde se encontra o Castelo de São Jorge, marco da conquista de Lisboa, que andava nas mãos dos mouros, lá pelos idos do século 12. Mas voltando ao século 21, lá estava eu na Rua da Conceição, esperando o bonde, quando de repente comecei a ouvir som de percussão. Olhei para os lados e não vi nada, então resolvi ir atrás do som. Quando dobrei a esquina com a Rua do Ouro, avistei uma banda, que se autodenomina banda de percussão (o som parecia alguma coisa tipo olodum), e lá fui eu atrás da banda. Foi divertidíssimo, pois logo após a banda vinha um desfile de carros antigos estilizados, as pessoas animadíssimas, acho que tinha carro do país inteiro, cada um mais exibido que o outro. Segui a bagunça até a Praça do Comércio, onde aproveitei para apreciar o Tejo num belo dia de sol... Resolvi ir andando para o Castelo. No caminho, passei pelo bairro mais antigo da cidade, a tranqüila Alfama, onde não entram carros, pois suas vielas medievais são muito estreitas. O bairro me lembrou muito Coimbra, aquela impressão de que todos os caminhos morro acima levam ao Castelo (em Coimbra, levam à Universidade), além do calçamento de pedras pretas arredondadas. Assim como em Coimbra, no meio do caminho encontrei a Sé, tão antiga quanto a de lá, arquitetura semelhante, mas bem maior. Gostei muito do relógio solar numa das laterais da igreja, deu para ver a hora direitinho. Subi mais um pouco, observando tudo ao meu redor, até encontrar o mirante de Santa Luzia, onde estava rolando uma música africana muito gira, era um grupo de 4 ou 5 músicos. Fiquei um pouco ali contemplando a vista e a música, depois segui em frente e acima, rumo ao Castelo. Não demorou muito e eu cruzei o Arco de São Jorge. Pronto! Agora conquistei Lisboa. A vista de lá realmente é deslumbrante, e o castelo é muito divertido, com suas muralhas, torres e jardins. Andei por aquilo tudo, subi, desci, entrei, saí e, para coroar o passeio, fiquei um tempão contemplando do alto esta bela cidade em que me encontro, enquanto o sol desaparecia no horizonte, merecendo palmas pelo seu esplendor.
Belo jogo de luz e sombra no fim da tarde no Castelo.

Este é o coração da Baixa. No fundo, o casario comprido é onde fica o shopping Armazéns do Chiado, construído após o incêndio dos anos 80, do qual já tirei uma foto de frente, olhando da Rua Garrett, no Chiado. É lá também que fica a filial dA Brasileira, de onde também já tirei fotos, inclusive da vista para o Castelo.

Esta é a entrada do Castelo, o Arco de São Jorge. Há lá um São Jorge tomando conta de tudo.

Este aí é o D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.


Vista da Praça da Figueira (atrás dela é o Rossio, mas acho que não dá para ver bem)
Vista mais ampla da Praça da Figueira (a tenda no meio da praça é uma feira de livros)

A Praça do Comércio e o Tejo

A Sé (que azul é este?!)

Não sei se dá para ver o estado do 28: lotado com gente pendurada (é assim todo dia, o dia todo, apinhado de turistas que sobem para o Castelo)

Vista do mirante de Santa Luzia

Pôr-do-sol no Castelo de São Jorge

Olha só que figura! Não parece o cara do De volta para o futuro?

Esta é a tal banda (atrás vem o desfile de carros)

Os carros exóticos e seus donos animadíssimos na Praça do Comércio

Não resisti e saquei mais uma da Praça do Comércio com este céu azul divino maravilhoso (ao fundo, o arco da Rua Augusta; à frente, D. José I)

Relógio solar na lateral da Sé

Olha a conquistadora aí: Lisboa agora é minha, D. Afonso!

Torres do castelo

Jogo de luz e sombra de dentro de uma das torres

Ponte de acesso ao núcleo do castelo com graminha verde chamando a atenção (há pavões soltos na área andando para lá e para cá, um barato)











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