quarta-feira, 29 de março de 2017

153 - Jazz, vegetariano e cinema na reitoria

Finalmente Hot Club Portugal (HCP)! Para os novatos neste blog, isto não é um inferninho, e sim um clube de jazz, um dos mais antigos da Europa, funciona desde o final dos anos 40. Quem quiser saber mais, clique aqui. Eu conheci este que para mim é um dos melhores lugares de Lisboa em 2008, quando estive cá pela primeira vez. Fui várias vezes nessa primeira temporada de seis meses, a primeira registrada aqui e algumas das outras aqui e aqui. O HCP pegou fogo em 2009 e ficou fechado um bom tempo, tanto é que, quando voltei em 2011, ainda estava fechado. Mas ontem ele estava bem aberto e oferecendo uma jam session de deixar gente grande rindo à toa. E foi este o meu caso e da Teresa, amigas no jazz também. Às terças sempre rola essa jam session com entrada grátis (é isso mesmo, pasmem!) levada por membros do grupo residente que, depois do primeiro set, convidam os músicos presentes para tocar. Depois de botarem a casa abaixo, os residentes (não sei os nomes, mas havia baixo acústico, batera, guitarra e trompete), comandados pelo batera Rui Pereira, deram lugar a uma meninada que também botou a casa abaixo, alegrando o coração da plateia. Vejam aqui um vídeo do que rolou na semana passada por lá (isso está no canal do HCP no youtube):


Para dar continuidade a essa onda de felicidade, acordei tarde, mas deu tempo de dar um abraço (mais um! vejam os outros aqui e aqui) no Pessoa lá no Chiado:


E seguir para um dos meus vegetarianos preferidos da cidade, o Tao, que já foi mencionado aqui e aqui. O giro é que ele continua exatamente como eu o deixei há cinco anos, só que anda mais movimentado. Qualquer hora dessas faço um roteiro dos vegetarianos numa postagem separada. A foto abaixo tirei de um site de rango vegetariano:

Rua dos Douradores, 10 - Baixa

Hoje também foi dia de conferir uma mostra de cinema, "América, América, para onde vais?", que está rolando na reitoria (clique aqui para ver a programação), que, diga-se de passagem, é aqui ao lado do apartamento onde estou. 


Para deleite da minha mãe, vi o último filme do James Dean, O gigante, de George Stevens (1956), baseado num livro de Edna Ferber. Parece que ele nem viu o filme, morreu antes da estreia. Além dele, os protagonistas são Elizabeth Taylor e Rock Hudson, e há uma ponta do Rod Taylor super brotinho. O filme é giro pois retrata os latifundiários do Texas com suas questões de classe, raça e gênero. Há uma fala da personagem da Elizabeth Taylor que é um excelente exemplo feminista, e o personagem do James Dean, a despeito do seu charme de rebelde sem causa, retrata um bocado das questões sociais e econômicas. O pano de fundo é, claro, o petróleo da região e a luta do capital, que desumaniza as pessoas. Vejam o trailer:



Lembrou-me de um filmaço que vi com mamãe antes de viajar, durante a nossa maratona pré-Oscar, mas que se passa nos dias de hoje, no mesmo Texas agora em crise pós-2008: 









2 comentários:

Pedro Fraga disse...

Muito legal. Jazz de primeira!

Unknown disse...

É muito bom encontrarmos lugares que já estivemos ou vimos em outros tempos. Gostei do jazz. Nossa!!! Viajei...com os filmes. Me deu vontade de ver novamente os dois.