Lisboa, 11 de outubro de 2008.
Hoje o dia amanheceu cinza, mas mesmo assim fui caminhar no Parque e fazer meus exercícios. Na volta peguei uma chuvinha básica, nada demais. Aproveitei a tarde para estudar e, à noite, saí para um programinha legal. Fui à cinemateca assistir O homem da câmara de filmar (1929), do Vertov, e, depois, fui conhecer o Hot Clube de Portugal. O filme é realmente uma experiência:
Mais do que mudo, ele é totalmente silencioso (pelo menos na cópia portuguesa), puro olhar, dispensa os outros sentidos. Claro que os ruídos da platéia (tosses, pigarros, gases, bocejos, celulares, poltronas rangendo, enfim, gente vivendo) ativaram também a audição, mas, de maneira geral, o som é somente imaginado. Eu diria que é um filme sobre o próprio fazer filme: lá onde se vê o mundo, pode contar que "o homem da câmara de filmar" aparecerá. Ele registra tudo o que vê: o movimento das gentes e das máquinas na cidade, na praia, no campo, nos esportes, no cinema... e da sua câmara também, que aponta para tudo e para todos, captando imagens que falam por seus movimentos. Quase dá para ouvir os seus sons. Bastante eloqüente é a imagem recorrente do olho-câmara. Filme muito giro, que o Pedro já anunciara várias vezes para mim. Valeu, Bicho! Saí de lá, comi um sanduba e fui para o Hot Clube de Portugal que, apesar do nome de inferninho, nada mais é do que "o" clube de jazz de Lisboa. Adorei! O clube tem tradição na cidade, fez 60 anos este ano e, além de jazz todo dia à noite, durante o dia eles têm uma escola de jazz.
Eu estava um pouco apreensiva de ir lá sozinha, mas a Marcia disse que não tinha problema nenhum e, realmente, chegando lá já vi que o clima era mesmo de apreciadores da música, já fui logo batendo papo com o Joaquim, que trabalha lá há 20 anos, tomei meu chope em paz, curti o show da banda da casa (um septeto formado de bateria, sax, trompete, trombone, baixo acústico, piano e guitarra) e, com certeza, voltarei outras vezes. O ambiente é muito agradável, bem clube de jazz mesmo. Além da "cave", onde rola o show, há também uma área aberta do lado de fora, de onde dá para ouvir a música, e uma esplanada bem ampla, onde eles costumam fazer eventos maiores (www.hcp.pt).
Mais do que mudo, ele é totalmente silencioso (pelo menos na cópia portuguesa), puro olhar, dispensa os outros sentidos. Claro que os ruídos da platéia (tosses, pigarros, gases, bocejos, celulares, poltronas rangendo, enfim, gente vivendo) ativaram também a audição, mas, de maneira geral, o som é somente imaginado. Eu diria que é um filme sobre o próprio fazer filme: lá onde se vê o mundo, pode contar que "o homem da câmara de filmar" aparecerá. Ele registra tudo o que vê: o movimento das gentes e das máquinas na cidade, na praia, no campo, nos esportes, no cinema... e da sua câmara também, que aponta para tudo e para todos, captando imagens que falam por seus movimentos. Quase dá para ouvir os seus sons. Bastante eloqüente é a imagem recorrente do olho-câmara. Filme muito giro, que o Pedro já anunciara várias vezes para mim. Valeu, Bicho! Saí de lá, comi um sanduba e fui para o Hot Clube de Portugal que, apesar do nome de inferninho, nada mais é do que "o" clube de jazz de Lisboa. Adorei! O clube tem tradição na cidade, fez 60 anos este ano e, além de jazz todo dia à noite, durante o dia eles têm uma escola de jazz.
Eu estava um pouco apreensiva de ir lá sozinha, mas a Marcia disse que não tinha problema nenhum e, realmente, chegando lá já vi que o clima era mesmo de apreciadores da música, já fui logo batendo papo com o Joaquim, que trabalha lá há 20 anos, tomei meu chope em paz, curti o show da banda da casa (um septeto formado de bateria, sax, trompete, trombone, baixo acústico, piano e guitarra) e, com certeza, voltarei outras vezes. O ambiente é muito agradável, bem clube de jazz mesmo. Além da "cave", onde rola o show, há também uma área aberta do lado de fora, de onde dá para ouvir a música, e uma esplanada bem ampla, onde eles costumam fazer eventos maiores (www.hcp.pt).
2 comentários:
Esse tal de Joaquim é meio suspeito!
Quem é o anônimo?
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