sábado, 10 de janeiro de 2009

75 - Assim como Sá-Carneiro, "sou qualquer coisa de intermédio"

Lisboa, 10 de janeiro de 2009.

Semana de trabalho na Biblioteca Nacional: praticamente acabei tudo por lá, agora só falta mesmo pegar as digitalizações que mandei fazer. Voltei a frequentar também as livrarias e sebos, pois tenho uma pequena lista de livros que ainda quero comprar e, se não conseguir, vou copiar na biblioteca. O plano na semana que vem é encerrar os trabalhos na Biblioteca da Faculdade de Letras e me aventurar um pouco também na Torre do Tombo e na Ajuda, mas sem inventar muita moda, pois agora já estou em clima de fechamento dos trabalhos por aqui. Aliás, tenho sentido um estranhamento ininteligível, parece que estou em outro tempo/espaço, "sou qualquer coisa de intermédio". Esse clima de fim de festa mudou o meu olhar sobre as coisas à minha volta, às vezes só queria um teletransporte para chegar correndo ao Rio e retomar a minha vida real, minha família, meu namorado, meus amigos, meu trabalho; às vezes, ao contrário, até já sinto saudade de Lisboa e da minha vida de sonho por aqui, trabalhando com pesquisa, desbravando terras estrangeiras e os meus próprios limites pessoais, andando por essas ruas tão amigáveis, falando com essa gente tão familiar. Aliás, hoje chegou a nau moçambicana de volta à Paz. Tive uma sensação de eterno retorno ou fim de ciclo, sei lá, pois quando eu cheguei, em agosto, eram eles que estavam aqui há meses, agora trocamos os papéis.
A escadaria da Paz

Detalhe dos azulejos da casa, que tem mais de 100 anos

Fala sério! Não é que há um Tycho Brahe pendurado na parede da residência?

Detalhe dos móveis antigos da casa

Esta ficou gira!

Peguei as duas no meio da troca de cortinas!

Biblioteca Nacional: os relevos na porta destacam reis, cientistas e poetas



Olha a Katia aí, gente!

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