domingo, 18 de janeiro de 2009

79 - Alfama's day

Ontem foi muito giro, porque acabei explorando um pouco mais a região de Alfama, o bairro mais antigo de Lisboa, com suas ruelas labirínticas e clima medieval. De manhã fui à Feira da Ladra e, à noite, ao Ondajazz. Bem, depois de uma visita demorada à feira de livros antigos no Chiado, e uma rápida passagem pela FNAC, onde tive o desprazer de constatar que um dos livros da minha lista se esgotara (vou ter que tentar na Amazon, porque este livro vale a pena, é um livro de história da ciência com um capítulo inteiro dedicado à astrologia), segui para a Feira da Ladra, onde, depois de ver todas as quinquilharias, antiguidades e roupas baratas que se possa imaginar, também encontrei um alfarrábio muito bom. A Feira da Ladra é uma das feiras populares mais conhecidas de Lisboa, apesar de que a Lídia já me disse que há outras melhores, mas menos badaladas turisticamente. Tinha que ir conferir, afinal, isto está na minha lista de coisas a fazer em Lisboa desde agosto, assim como o fado vadio da Tasca do Chico. Não posso ir embora da terrinha sem ver e fazer certas coisas. Muito bem. À noite, encontrei-me com a Teresa no Rossio, jantamos e botamos o papo em dia num ótimo restaurante indiano - Caxemira -, num cantinho escondido da Praça da Figueira, e depois fomos andando até o Ondajazz, desfrutando do clima noturno das vielas da Alfama. Lá pelas tantas ela disse alguma coisa assim: "Será que não é perigoso andar por aqui a essas horas?", e eu respondi: "Teresa, nós estamos em Lisboa!", ao que ela replicou: "Justamente por isso!"... Ai, ai, ai... acho que vou sentir saudade dessa sensação de segurança (totalmente ilusória decerto) que tenho por aqui, além da impressão de estar em casa... Digressões à parte, quando chegamos ao Ondajazz, a primeira impressão do local foi muito boa, mas quando o show começou, além de a banda - Transatlantista - ser fraquíssima (apesar do ótimo repertório recheado de Hermeto Pascoal, Tom Jobim, Edu Lobo etc.), descobrimos que o local não é de fato um clube de jazz, como o Hot Clube, mas sim um restaurante com música ao vivo... Lamentável! O barulho de pratos, copos e talheres, além da falação no meio do concerto só pioraram a situação do que já não estava lá essas coisas. Fomos embora antes de terminar, pois os bocejos e o tédio tomaram conta das duas apreciadoras de jazz, estas sim, amigas transatlânticas.


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