quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

82 - Dia de chuva em Lisboa...

Bom para se enfurnar no Mosteiro dos Jerónimos e no Museu de Arqueologia... E foi isso que eu fiz! Fui de metro até a Figueira e lá peguei o 15. Desembarquei nos Jerónimos, onde tive o prazer de, além de desfrutar da beleza manuelina do monumento, assistir, no claustro do mosteiro, a uma apresentação de teatro do Auto da Barca do Inferno. Muito giro! O lugar me lembrou um pouco Salamanca, especialmente a nave, que se parece com a sinistra catedral salmantina, e o claustro, que me fez voltar no tempo/espaço, até novembro, naquele belíssimo Edifício da Universidade. Acho que a chuva e o cinza que cobriram Belém hoje colaboraram para o clima brumoso que me conduziu a essa viagem... Bem, saí dali e fui ao vizinho Museu de Arqueologia, onde vi várias pequenas exposições: Religiões da Lusitânia, Antiguidades Egípcias, Tesouros da arqueologia portuguesa, Impressões do Oriente de Eça de Queirós a Leite de Vasconcelos e Sit tibi terra levis. Neste último, que traduzindo dá mais ou menos "Que a terra te seja leve" (fórmula evidentemente pagã, pois pressupõe a existência subterrânea; porque a cristã é: "descanse em paz", pois pressupõe a ressurreição, a vida eterna etc.), descobri que Fraga é o nome de uma necrópole (sinistro!) lá no norte. Sabia disso, Pedro? Pois é... As exposições eram bem simpáticas, gostei especialmente das Religiões da Lusitânia (muito interessante a sobreposição de camadas religiosas desde antes de os romanos chegarem por aqui no século I a.C.) e das Impressões do Oriente, com fotos sacadas pelo próprio Leite de Vasconcelos (fundador do Museu) no Cairo, em Jerusalém etc., quando ele esteve lá em 1909. Valeu a tarde em Belém, devidamente arrematada com o melhor pastel de nata do mundo.
Cena dO Auto da Barca do Inferno (os atores ficavam em cima de escadas ou andando no meio da platéia, que, por sua vez, ficava em pé no chão acompanhando a ação)

Mais uma cena, com o detalhe dos arcos do claustro no fundo

Olha eu aí, gente!

Não é que o túmulo do Pessoa está lá?



Olha só o que está na lápide, Ju! Lembro que foi você que me apresentou a esta poesia ricardo-pessoana...

Detalhe do claustro (dá para ver o pessoal do teatro em plena ação)


Olha eu aí já de gorro, porque o frio apertou lá dentro.


Detalhes do claustro

Bruma salmantina em plena Lisboa...

Detalhe dos azulejos do ex-refeitório (diz lá que é do século XVI)

Olha o leão tomando conta da área

Pátio interno do claustro do Mosteiro dos Jerónimos


Olha eu aí na parada!

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