Ontem fui ver o aclamadíssimo Benjamin Button, filme do David Fincher, baseado num conto do Fitzgerald e com os impecáveis Brad Pitt e Cate Blanchett. Filmaço! Dá para rir, chorar e pensar na existência. Dá para simplesmente contemplar a beleza de uma fantástica história de amor contada em imagens. Uma história de amor que, como qualquer história de amor, está sujeita à realidade da sua pluralidade de facetas e impermanência - da nossa impermanência -, quer o relógio ande de frente para trás ou de trás para frente. A gentileza e a sutileza dos detalhes desse encontro em cada fase são comoventes, como o momento em que eles se conhecem (mais ou menos a mesma idade, mas ele com aparência de velho e ela de criança), o momento em que eles de fato se encontram, no auge da vida de ambos, e depois, seguindo o fluxo desse encontro tão particular (como qualquer outro), quando, já na velhice, ela o ajuda a dar conta da sua senilidade na forma de criança. Claro que há uma série de outras coisas interessantes, mas não vou falar mais para não cortar o barato de quem ainda não viu. Divirtam-se!
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