quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Encontros sem fotos, vegetarianos e Saramago

Esta semana revi duas pessoas queridas e muito importantes para o meu trabalho: Carolino e Ricardo. Esqueci de tirar fotos, mas ambos já foram devidamente incensados aqui neste blog em outros carnavais. Sempre bom encontrar nossos pares d´além mar, fortalecer os laços de amizade e nos incentivar mutuamente numa realidade nada fácil não só no Brasil, mas no mundo como um todo. 

Com o Ricardo tomei um chá perto da universidade e, com o Carolino, almocei num vegetariano no Chiado, Jardim das Cerejas, no qual já tinha ido há 5 anos. Simpático e honesto vegetariano em esquema de bufê no coração de Lisboa (Calçada do Sacramento 36):

Como estava nas redondezas, resolvi conferir o outro vegetariano, A Colmeia, que "absorveu" os órfãos do Tao, restaurante que frequentei muito das outras vezes, na Rua dos Douradores, e que infelizmente fechou. Acho que este é o mais antigo de Lisboa, e, assim como o Tao, parece ser um restaurante vegetariano à moda antiga, estilo macrô. Não entrei, só o localizei na Rua da Emenda 110, mais um no coração da cidade:


Ali ao lado é o Museu Nacional de Arte Contemporânea, onde eu já sabia que estava rolando uma exposição sobre o Saramago. Entrei para conferir:


O título é ótimo (lembrando que aqui os porquês têm regras diferentes) e, logo de cara, já nos deparamos com a postura questionadora de Saramago: "A minha posição é de constante interrogação." A ideia da exposição é boa, mostrar artistas contemporâneos que trabalharam temas caros ao pensamento do nosso querido escritor, então ela foi dividida em quatro: direitos humanos, memória e palavra, identidade e alteridade, e sustentabilidade. Pequena exposição que, junto com trechos de Saramago espalhados pelas paredes, nos convida a reparar nos detalhes e a pensar e agir, sempre lembrando que "toda a literatura é um palimpsesto".


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