domingo, 4 de setembro de 2022

Literatura, cinema e quejandos

Ontem desci na estação Parque do metro e passei na feira do livro...

Finalmente estava com o celular ao encontrar a Dani!

O Parque Eduardo VII, onde está rolando a feira, tem várias entradas possíveis, já estive lá algumas vezes devidamente registradas aqui no blog. Mas hoje entrei pelo Pavilhão Carlos Lopes e me deparei com uma azulejaria que não só já conhecia como a uso para referenciar este blog a partir do blog do GP, só não sabia de onde era, tinha capturado há anos na internet porque o mural se chama Cruzeiro do Sul. Coincidências...

Mural Cruzeiro do Sul, de Jorge Colaço (1922), no Pavilhão Carlos Lopes

E aqui a frente do pavilhão (o mural está lá na ponta direita):

Dia lindo!

Depois segui caminhando até a cinemateca para o Ciclo João Botelho, um cineasta português do qual só tinha visto um filme, Os maias: cenas da vida romântica, de 2014. Ao longo do mês de setembro, todos os filmes dele serão exibidos por lá. Mas qual não foi a minha surpresa ao ver a programação e descobrir que ele tem vários outros filmes nessa pegada com a literatura, sobretudo Fernando Pessoa. Tem um chamado Filme do desassossego, de 2010, e outro, de 2020, O ano da morte de Ricardo Reis, nem preciso falar do que eles tratam, né? Ontem assisti ao seu primeiro longa, Conversa acabada, de 1981, sobre as cartas trocadas entre Pessoa e Sá-Carneiro, e o cineasta apareceu por lá e disse umas palavras antes da sessão, ou seja, um luxo só. O filme é muito bom, mas é denso, focado nas cartas, ou seja, na palavra (diz o Botelho que a palavra ganha da imagem), com muita informação biográfica (para quem está lendo a biografia é uma maravilha) e tem também uma tragicidade por conta do fim do Sá-Carneiro. A capa do filme é gira:


Veja um trecho do filme aqui:


Antes do filme, jantei no restaurante da cinemateca o seguinte prato regado a um tinto da casa (um castelão Victor Horta) e antecedido por uma sopa de brócolis: 

Bochechas & Estica (bochechas de porco estufadas com esmagada de batata e chutney de maçã), uma delícia recomendada pela garçonete

Entre a feira e a cinemateca, tive a companhia de uma bela lua crescente:

Antes de pegar o metro aqui no bairro, fotografei uma pichação gira:


E, para finalizar, tintim com um Papa Figos:







2 comentários:

Anônimo disse...

😍

Odete disse...

Que bom você estar com o celular e registrar o encontro com a Dani, ter descoberto esse mural que já é seu conhecido a tempos, também é uma maravilha. Como é que é? bochechas?