quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Jogos no museu e vistas do Tejo

Hoje voltei ao Museu Nacional de Arte Antiga para ver uma exposição temporária sobre jogos que está rolando por lá: Jogos cruzados: viagens entre oriente e ocidente. Fiquei encantada com a diversidade de opções para se jogar cartas, xadrez, gamão, entre outros, seja no Japão, na China, na Índia ou onde for. Meu amigo Thiago, especialista em jogos da Academia Celeste, decerto se encantaria também. Segue o registro fotográfico da exposição temporária:



Que mesa gira! 


Primeiro conjunto de cartas portuguesas de que se tem notícia (Alexandre Pimentel, século XVII).Foi descoberto por acaso, atrás de uma parede, durante a restauração da Quinta de Santa Bárbara, em Constância.

Segue um videozinho da instalação multimídia mostrando várias cartas:



Isto é um quebra-cabeças chinês do século XIX!


Tabuleiros ou mandalas?

Este aqui é o novo jogo militar ou "descanso e alívio dos discípulos de marte" (Paris, século XVIII)
   

Não podiam faltar os globos celeste e terrestre!

E nem o livro dos jogos do D. Afonso X (século XIII)!

Quantos tabuleiros de gamão!!!

Um deles (alemão de 1700) no detalhe. Diz que é reversível gamão-xadrez...



Gamão japonês do século XVIII

Mais uma mesa gira!


Xadrez chinês (séc. XVII-XVIII) 


Vai um xadrez com ratos aí?

Esta colcha é linda! Veja o detalhe abaixo


Claro que também aproveitei para rever a exposição permanente, especialmente os vários exemplares de São Jerônimo (padroeiro dos tradutores), o Bosch e os painéis de São Vicente, que estão sendo restaurados.

São Jerônimo, Albrecht Dürer (século XVI)

São Jerônimo, mestre flamengo desconhecido (século XVI)

São Jerônimo no deserto, Jan Sanders (século XVI)

Tríptico das tentações de Santo Antão, Hieronimus Bosch (1500) 


O mais inusitado foi este aqui:

Moldura ibérica do século XVI. Claro que não é maluquice, a moldura tem uma história que foi desencavada no século XX por uma série de pesquisadores, e ainda tem várias lacunas que inspiram reflexões interessantes sobre o valor das molduras nas coleções dos museus. Há um vídeo na exposição que conta essa história.
 
Antes de sair ainda tive o desprazer de me deparar com esta figura sinistra:

É um Santo Onofre de José de Almeida (século XVIII). 

Dá para ver os olhos de vidro?
Agora no close acho que dá...

Depois dessa coisa sinistra, aproveitei para curtir o belo jardim (a ópera do outro dia foi nesse jardim, mas à noite):

Já estão preparando para o próximo espetáculo
.

E agora um videozinho da vista que se tem do Tejo a partir do jardim do museu:


Para finalizar, uma vista do Tejo mais de perto, agora do Cais das Colunas, na Praça do Comércio ou Terreiro do Paço, tudo isso já muitas vezes fotografado e mencionado por aqui, mas nunca filmado:



Um comentário:

Odete disse...

Tudo muito lindo nesse museu, os tabuleiros, um mais lindo que o outro.