quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Outro Fernando

Close na estátua do Fernão de Magalhães na Praça do Chile, aqui pertinho de onde estou

Aqui com um pouco mais de contexto:

Para variar um pouco o Fernando, já que tenho falado tanto do Pessoa, vamos então ao Fernão de Magalhães. Terminei de ver a série sobre a circum-navegação de Magalhães e Elcano no Prime, Sem Limites, com Rodrigo Santoro e Álvaro Morte (La casa de papel). Recomendo deveras:

Aprendi um bocado sobre o que foi essa empreitada de cerca de 3 anos e muitas agruras (morreu quase todo mundo e só um barco regressou), inclusive que o Fernão de Magalhães não a terminou, pois morreu antes, e sim o Elcano, o piloto espanhol. 

Quem bancou foi a Espanha, não Portugal, e é muito curioso ver a tensão entre portugueses e espanhóis na tela, bem como as condições de vida nas caravelas. A cena do Magalhães batizando o novo mar de Pacífico é épica, e claro, também fica bem marcada a tão esperada passagem do Atlântico para o novo mar. Muito bom também é perceber a distinção hierárquica e social entre comandante e piloto, e ainda mais em relação à tripulação. 

Legal ver os instrumentos e as técnicas de pilotagem, e, para a nossa sorte, um dos sobreviventes foi justamente o escriba italiano, Antonio Pigafetta, que embarcou para narrar essa viagem que prometia ser histórica e realmente foi. O idealismo de Magalhães e a sua crença na redondeza da terra com base nos seus estudos dos documentos e mapas portugueses é a cereja do bolo. Legal também é que o Rodrigo Santoro faz o sotaque português com bastante honestidade e, nas entrevistas que vi, ele disse que fez questão que os diálogos entre portugueses fossem em português, e não em espanhol.

Um tintim à terra redonda, agora com o melhor Reguengos que já bebi, o de rótulo preto "Reserva dos Sócios":




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