quinta-feira, 4 de maio de 2017

175 - Banalidades cotidianas


 A árvore continua misteriosa, como dito aqui, mas agora está primaveril

Além do trabalho - na biblioteca, na universidade ou em casa - e da vida social e cultural agitadíssima (agora começaram os festivais de cinema IndieLisboa e de teatro universitário Fatal, não sei como dar conta de tudo o que tem de bom para fazer nesta cidade), o meu cotidiano aqui é bem diferente do vivido em Maringá ou no Rio. Apesar de, em geral, eu viver com os olhos (e ouvidos) bem abertos de plena atenção, aqui é diferente. Cada pequena coisa sabe a muito. Alguém estranhou essa expressão? Pois... Pela primeira vez reparei nela. Os portugueses usam o verbo "saber" ou "saber a" nesse sentido também de "ter sabor de", "parecer" ou "lembrar". Giro, não? Pois...

Figos colhidos no jardim

Mas voltando às pequenas coisas do dia-a-dia, hoje fui fazer um programinha que costumava fazer muito: caminhar no Parque Quinta das Conchas, comprar um frango assado na churrasqueira ali em frente, e almoçar com a minha mãe portuguesa. Não vou botar fotos do parque, já devidamente registrado aqui e aqui, só quero dizer que ele está exatamente como o deixei há cinco anos e meio. O frango é bem diferente do nosso frango assado de padaria, como também já foi descrito aqui e se vê abaixo:

Foto capturada aqui

E, claro, não estou mais na Residência Paz, tampouco a Dona Rosa, então passei na casa dela, conforme havíamos combinado ontem. Muito giro! Lá estava ela me esperando com um saladão, um belo vinho, queijo e pão. Na mesma hora que cheguei (o acaso é amigo), seu filho Paulo ligou e, sabendo que tinha festa, resolveu aparecer também. Olhe só a cara de felicidade dessa mãe coruja, felicíssima de estar sendo pajeada por nós dois, e mais ainda por saber que vou a Madri ver nossa amiga querida, Elena, la española loca:


Como de praxe, fui cortar o cabelo na amiga da Dona Rosa (como diz ela, quem tem amigo tem tudo), que também se chama Helena. Assim eu entrei na cabeleireira (cara de louca descabelada tentando fazer um selfie):


Assim eu estou agora (acabei de tirar a foto na varanda do apartamento):


Outras banalidades que me sabem bem na rotina alimentar, como as natas de vacas felizes:


Os vinhos, claro (este é o que estou bebendo agora, maravilha alentejana: tintim!):


E também as novas aquisições (as primeiras já mostrei aqui):


 E ainda tem o que talvez possamos chamar de uma rotina familiar. No sábado estive de novo na Lídia para aquele programinha de sempre: almoço em casa com a família e depois aquele café com gostosura (além do bom e velho pastel de nata, provei um doce que se chama guardanapo) em algum canto da cidade. Conheci um bairro novo, a Portela, que, inclusive, dá nome ao aeroporto.

Foto capturada aqui






5 comentários:

Pedro Fraga disse...

O cabelo ficou legal!

Unknown disse...

Nem estava tão descabelada...mas ficou lindo o corte.

Unknown disse...

Conheço muito essa expressão: "saber" Machado de Assis, José de Alencar,e outros, mas, acredito que nas edições modernas, tenham mudado para sabor.

A viajante disse...

valeu!
quanto ao "saber", só vivendo para saber... :-)
beijos

Elisabeth de Amorim Machado disse...

AMEI O CABELO !!!! E DE QUE ERA ESSA DOCE GUARDANAPO?