sábado, 27 de maio de 2017

188 - De volta a Madri 5

Ainda deu tempo de voltar à Casa Lope de Vega, refazer a excelente visita guiada e depois ver as exposições temporárias sobre a sua cenografia teatral e da obra convidada, Retrato de Lope de Vega, do Museu Lázaro Galdiano. Veja, abaixo, um vídeo sobre o espaço, que curiosamente é na Calle Cervantes:


Depois do almoço fui ao Museu do Prado pensando que ia morrer em 15 euros (desisti dos horários gratuitos porque as filas são enormes e o tempo de visita curtíssimo), mas, quando cheguei na bilheteria, vi que professores entram de graça. Uma maravilha, foi só dar uma carteirada e lá estava eu diante de coisas como o Jardim das delícias e a Mesa dos pecados capitais, do Bosch (El Bosco para os espanhóis); O cardeal, do Rafael; os Saturnos de Goya e Rubens; os diversos São Jerônimos, inclusive do El Greco; O colosso, que, até 2008, se achava que era do Goya, mas que, na verdade, é de um seguidor dele; o Sísifo, do Tiziano, e, claro, As meninas, As fiandeiras, entre outras do Velásquez; tudo isso e muito mais coisas que me (re)encantaram. Definitivamente, acho que Goya impera solene em termos de quantidade, mas confesso que gosto mesmo da fase dele das chamadas pinturas negras, que estão todas lá no Prado. De quebra ainda vi a exposição temporária, Tesouros da Sociedade Hispânica da América, instituição criada nos EUA por um colecionador americano, Archer Huntington (1870-1955), que conta com um acervo variado de quadros, esculturas, livros, documentos espanhóis, mexicanos e de outras origens hispânicas, das mais variadas épocas. Veja, abaixo, um vídeo do museu:


Este é um dos pássaros mais comuns em Madri, Urraca, que é a coisa mais linda (aqui consegui fotografar uma dessas criaturas num dos jardins do museu):

Ainda deu tempo para uma despedida ao pé do Lorca na Plaza Santa Ana, que fica ao lado do hotel:

Até breve, minha amiga!

Às 10 da noite já estava na minha cabine do trem a caminho de Lisboa. Era para chegar às 7 e meia da manhã, mas a viagem atrasou 5 horas. O lado bom da coisa é que, enquanto o trem estava parado na fronteira entre Portugal e Espanha (esperando o trem que vinha de Hendaye, daí o atraso), dormi que nem um anjo, coisa que não teria conseguido fazer com ele andando. É isso aí! Agora é começar a semana de despedidas de Lisboa. 
Daqui a uma semana volto para o Rio.





Um comentário:

Pedro Fraga disse...

A própria cara da felicidade.