Como de costume, fui de trem noturno, agora com direito a banheiro na cabine, super primeira classe que eu mereço. O bizarro é que não tem internet no trem, mas tudo bem. Apesar de não conseguir dormir com o barulho e o balanço, tenho várias coisas para fazer com o meu tablet e as minhas ideias no escuro de uma noite insone.
Fiquei no mesmo hotel que da outra vez, no maravilhoso Barrio de las Letras, bem no centro dessa cidade que pulsa em torno de um coração duplo, a Plaza Mayor e a Puerta del Sol, que são praticamente uma ao lado da outra. Encontrei com Elena e Tom, conterrâneo querido que conquistou o coração da minha amiga já há alguns anos, na Plaza Mayor. Vejam a alegria do reencontro depois de cinco anos:
Dali fomos andando até o teleférico que nos leva para um enorme parque chamado Casa de Campo, o pulmão de Madri. Não saquei fotos, mas segue uma vista aérea que capturei numa matéria do El País (clique aqui para ver a matéria):
A propósito, acho que já falei isto, mas andar é um dos "esportes" das minhas amigas em Madri e Lisboa. Tanto Elena quanto Teresa fazem tudo o que podem a pé. Eu diria que é um hábito relativamente comum entre madrilenhos e lisboetas que vivem no centro, afinal, como no Rio, andar de carro em ruas pequenas, históricas e apinhadas de gente é, no mínimo, programa de índio. Na verdade, para mim, andar de carro é programa de índio, ponto. Mas, infelizmente, quando o transporte público não dá conta (como é o nosso caso), fica difícil. Claro que, quando não dá, vai-se de metro, que também, diga-se de passagem, é excelente em ambas as cidades, atendendo muito bem às necessidades das pessoas, sendo que, em Madri, a rede é muito maior. Vejam as fotos do teleférico, total novidade para mim:
E lá de cima, pela primeira vez, vi o rio central de Madri, o Manzanares:
Ao fundo o Palácio Real (por incrível que pareça, e apesar da esquerda, do Podemos, dos indignados e da vanguarda em várias questões, lá ainda há uma monarquia!):
Andamos pelo parque até encontrar um casal de amigos da Elena e do Tom, que estavam ali com seus filhos. Tomamos um copo ao pé do lago, batendo papo, depois as crianças ainda brincaram no parquinho ao lado enquanto o papo continuava e, mais tarde (lá só anoitece às 22h, pois, além do horário de verão, tem uma hora de diferença em relação a Lisboa), pegamos o metro de volta para o centro, onde finalizamos a noite na taberna Parrilla Alhambra, onde tomei meu tinto de verano da temporada:
Tintim brasileño en Madrid comendo una parrilla argentina num sítio chamado Alhambra!

2 comentários:
Aproveita!
Que delícia Cristina! Minha irmã esteve há pouco tempo em Madri e adorou!!! bjs
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