sexta-feira, 26 de maio de 2017

185 - De volta a Madri 2

Fachada do Museu Thyssen-Bornemisza (foto capturada no site do museu)

No dia seguinte, depois de uma boa noite de sono, tomei café e fui desfrutar da tarde grátis no Museu Thyssen-Bornemisza, que já conhecia de outros carnavais, mas que nunca é demais visitar de novo. Lá (re)vi coisas lindas e famosas, como o Arlequim com espelho, do Picasso (1923), o Sonho causado pelo voo de uma abelha ao redor de uma romã em segundo antes de acordar, do Dalí (1944), o Quarto de hotel, do Hopper (1931), e o Retrato de Giovanna degli Albizzi Tornabuoni, de Ghirlandaio (1489). E, claro, todos aqueles Rubens, Rembrandts, Caravaggios, impressionistas, expressionistas, a vanguarda russa e mais um extenso et cetera. Achei até a inspiração do Walking Dead neste Cristo ressuscitado, do Bramantino (1490):

Não dá para ver direito, mas o olho dele é branco, sinistríssimo, total walking dead. 

Mas o que mais me encantou foi ver um Kandinsky que eu não conhecia ou não me lembrava, como o Ludwigskirche em Munique, de 1908, ou o Pintura com três manchas, de 1914. Clique aqui para ver o acervo do museu. Muito giro! Um privilégio poder ver e rever essas coisas todas.

Nesse dia almocei no restaurante vegetariano La Biotika. No dia anterior almocei no Rayén; no dia seguinte, no Reineta; e, nos dois últimos dias, no Tiyoweh. Todos excelentes, com prato do dia e estilo vegano gourmet, até o mais simples deles, o La Biotika, que também é o mais barato. Nenhum deles carrega no curry tão característico dos vegetarianos portugueses, e todos prezam a qualidade de vida. O Rayén é o mais caro, e o Tiyoweh foi o que me pareceu a melhor relação custo-benefício. Paguei 11 euros no prato do dia com bebida e sobremesa incluídas, e o ambiente é muitíssimo agradável.

Mais tarde encontrei com meus amigos na Porta do Sol, e fomos de novo à Alhambra encontrar um amigo deles, o Alejandro, professor de filosofia nos EUA, mas que faz seu doutorado em Madri. Gente boníssima esse velho amigo da minha amiga, que, sobre dar aula de filosofia para os gringos, diz: "hay que adaptarse!" Vejam só a camiseta feminista dele:

A foto não está lá essas coisas, mas o escrito é o seguinte: 
"This is what a feminist looks like."

E como espanhol que se preze precisa salir de marcha, nessa foto já estávamos num outro bar, onde fomos comer (pasmem!) oreja de puerco y pimentos. A saideira foi num terceiro bar na Plaza Tirso de Molina. Claro que fiquei borracha, mas tudo bem.

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