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No sábado passado saí cedo para ver duas sessões do festival no Culturgest: os documentários A construção da Villa Além + Avant l´envol (clique aqui para ver as sinopses) e Dia 32, de André Valentim Almeida (clique aqui para ver a sinopse). Os dois primeiros, um português e o outro suíço, são filmes de arquiteto, mas bem diferentes entre si. Sinceramente, ambos talvez sejam considerados filmaços pela crítica, não sei, mas o fato é que não gostei muito, apesar de reconhecer a beleza nas suas especificidades (um mostra a construção de uma casa no Alentejo, e o outro, a monumentalidade bizarra na Costa do Marfim).
Já o Dia 32 me encantou, um documentário poético com tema apocalíptico. Achei a coisa mais linda o relato de alguém que, diante da tomada de consciência da impermanência e do seu compromisso com a humanidade, resolve fazer uma arca de imagens, à la Noé. Enquanto acompanhava a sua jornada em busca de imagens que não poderiam ficar de fora dessa arca, fui brindada com várias referências filosóficas, literárias e científicas, com direito à imagem de um saudoso Carl Sagan versão anos 1980.
Mas, como cheguei e comprei os ingressos cedo, fui andar nos arredores (o Culturgest fica no Campo Pequeno) e achei mais um pequeno bairro simpaticíssimo desta cidade que eu amo de paixão: o Arco do Cego. Vejam as imagens:
O bairro, projetado para habitação social, foi inaugurado nos anos 1930.
Sentei na praça da escola e fiquei vendo o tempo passar. Ao fundo, o prédio da Caixa Geral de Depósitos, onde funciona o Culturgest. O maior contraste.
Aqui o contraste mais de perto.
Mais da paisagem desfrutada no banquinho da praça.
À direita, com esforço, vê-se o letreiro de uma das instalações do Arquivo Municipal de Lisboa.
Segui até aqueles arcos do prédio da Caixa.
Embaixo desse arco, no chão, dá para ver os círculos concêntricos. Fiquei no meio deles e olhei para cima, onde se encontram estes belos círculos coloridos (espelhados no chão):
Segui por aqui para a minha sessão de cinema, passando embaixo desses arcos em torno do prédio.
Um comentário:
Vejam só, algumas casas são "sem eira nem beira"!
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