Coimbra, 22 de agosto de 2008.
Estou aqui fazendo hora para voltar a Lisboa, então aproveito para escrever. Hoje acordei cedo e fui lá na biblioteca conferir o livro que solicitei ontem da Biblioteca Joanina: um Ptolomeu comentado por um cara de que nunca ouvi falar (Ismael Bulialdi), de 1663. O texto do Ptolomeu não é o Tetrabiblos, mas é um tratado (sobre a faculdade de julgar e o princípio da alma, se o meu latim não me traiu) bilíngüe (grego e latim) que menciona partes da teoria astrológica. No comentário, o tal do Ismael cita diversos textos e autoridades, como Platão (Timeu, Teeteto, Crátilo etc.), Aristóteles (De anima, Categorias etc.), Galeno e Ptolomeu (Tetrabiblos, Almagesto etc.). Fotografei várias páginas. Aproveitei para fotografar também o livro do Fuentes, que tentei anteontem, mas fiquei sem pilha. Apesar de essas obras não terem nada a ver diretamente com a minha tese, achei importante registrá-las. Saí dali e fui conhecer a famosa Biblioteca Joanina, construída entre 1717 e 1728. Ela é um espetáculo, lembra um pouco o Real Gabinete Português do Rio, mas toda cheia de detalhes dourados (talvez de ouro mesmo, não sei; pena que não pode ser fotografada). Achei meio salgado o preço (3,50), mas não podia deixar de vê-la ao vivo e a cores. No papel diz que o edifício é uma "perfeita caixa-forte", tendo sido projetado para ser uma "casa de livros", estando livre de insetos, umidade e coisas do gênero. Os livros mais antigos ali datam do século XVI, todos em boas condições (é o que diz o folheto).
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