Lisboa, 30 de agosto de 2008.
Hoje almocei no Tao e fui à feira de alfarrabistas na Rua Anchieta, no Chiado. Depois iria ao Museu do Chiado, pois há lá uma exposição que termina amanhã: Outras ficções. No entanto, depois de um café na cafetaria do museu, resolvi deixar para ir amanhã mesmo, pois o garçom me disse que, aos domingos, de 10 às 14, o museu tem entrada franca. Boa dica! Bem, depois de ficar umas duas horas percorrendo cada uma das barracas de livros (é uma pequena rua que, aos sábados, fica apinhada de barracas de livros, mapas, gravuras e postais antigos, além dos livreiros e das gentes percorrendo aquilo tudo), sentei para um café e descansar um pouco. Depois saí andando a esmo belo Chiado, passei pelo Pessoa, pelo Camões e peguei a Rua da Misericórdia, onde descobri uma série de alfarrábios e livrarias, algumas estavam fechadas. Entrei na Loja das Coleções. Há de tudo por ali: muitos livros, revistas, jornais, miniaturas, postais, selos... Muito giro! Fiquei um bom tempo vendo tudo e ouvindo o papo de um francês com a dona, acho que ele está querendo comprar a loja (foi bom para ir treinando o ouvido). Saí dali e segui no sentido do Bairro Alto. Quando passei no Funicular da Glória, não pensei duas vezes: embarquei. Desci amarradona (realmente esses funiculares e eléctricos são os transportes mais interessantes de Lisboa) naquele bonde-elevador até a Praça dos Restauradores. Já estava cansada, mas resolvi ir até a Confeitaria Nacional comprar alguma coisa para comer mais tarde na Residência. No caminho, fotografei a Estação do Rossio (que é uma das pérolas manuelinas da cidade) e o nosso Pedro I (Pedro IV por aqui), que fica no meio da praça (diz o Pessoa que este é um dos monumentos mais altos da cidade!); em seguida, entrei por uma rua que ainda não conhecia (acho que é a Rua das Portas de Santo Antão) e descobri um pequeno alfarrábio. Ainda não disse que fiquei horas vendo livros hoje, mas que não achei nada que realmente me interessasse... Entretanto, na primeira olhada nessa pequena lojinha, me deparei com um exemplar fác-símile do Almanaque Perpétuo, do Zacuto (século XV), traduzido pelo Vizinho, com prefácio do Luís de Albuquerque, por 5 euros. Fala sério! Depois desse achado até continuei olhando mais um pouco, mas logo saí rindo à toa e satisfeita pela garimpagem do dia...
As fotos acima são da Estação do Rossio, que hoje é onde se embarca para Sintra, mas, no tempo do Pessoa, era a estação central da cidade.
Um comentário:
gosto de ver as fotos ...
voltei a sonhar com paisagens lisboetas ...
acredito que assim como eu, quando vocÊ voltar da europa civilizada, vai tocar na tua cabeça "isso aqui ôô ..."
bjs,
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