Lisboa, 23 de agosto de 2008.
Hoje conversei com mais uma colega de residência. Ela é professora de chinês na universidade desde o início do ano, deve renovar por mais este semestre, não fala uma palavra de português, seu nome é ininteligível (perguntei-lhe se rolava um apelido, ela disse que a chamavam de Connie) e disse que está morrendo de saudades da família. Fiquei imaginando como deve ser horrível estar num país estrangeiro, totalmente diferente do seu e não falar a língua local... Bem, depois do café da manhã (aqui se diz pequeno almoço) saí para desbravar mais algumas fronteiras das redondezas. Fui andando sem rumo e descobri muitas coisas: uma boa pastelaria (evidentemente!), um pequeno shopping, um supermercado e outra estação do metro, a Quintas das Conchas. Achei-a muito mais interessante do que a Campo Grande, a distância é mais ou menos a mesma (no sentido oposto) e o caminho mais agradável. Bem próximo há um parque, que pretendo conhecer amanhã ou depois, parece um lugar legal para caminhar. Mais tarde dei andamento ao meu tour vegetariano e encontrei o Tao, um restaurante muito simpático na Rua dos Douradores, 10 (Baixa), mais rústico do que todos os outros, e a comida é honestíssima. Paguei 5,50, ou seja, é também o mais barato. Adorei o ambiente, há uma estátua de Buda no salão e, pelo que pude perceber, é uma família que toca o negócio. Saí de lá satisfeita e resolvi pegar o 15, o elétrico moderninho que cruza a cidade. Lá fui eu com um bando de turistas... Antes tentei pegar o 28, mas foi impossível, deixei para quando a turistada voltar para casa. Finalizei com um café acompanhado de pastel de nata na imperdível Confeitaria Nacional.
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