quinta-feira, 21 de agosto de 2008

9 - Do Porto a Coimbra

Coimbra, 19 de agosto de 2008.

Hoje de manhã fui à Gaia de metro: a vista lá da ponte é muito gira! Desci na primeira estação e fui até o cais, onde há um calçadão, foi lá que achei a tal feira de livros no outro dia. É nessa grande avenida também que ficam quase todas as caves. Há hordas de turistas indo e vindo, um horror. Bem, fiz a minha aquisição do quadrinho (aqui se diz "banda desenhada"!) do Chet Baker e do breviário de verbos espanhóis e me mandei a pé pela ponte. Um vento gélido estava soprando e era tipo uma da tarde... Desci pelo cais da ribeira e rodei um pouco até achar a casa do infante (não podia ir embora sem passar lá, afinal, trata-se do local de nascimento do Infante Dom Henrique). O local é muito interessante, está bem tratado, mas não pude ir ao museu, pois só abria às duas. Peguei alguns folhetos e me mandei para o hotel. Já tinha feito o checkout, mas deixei minhas coisas lá. Almocei numa casa de sopas no shopping do hotel, fiz uma horinha e me mandei para a estação Campanhã. Quase cheguei atrasada para o meu primeiro comboio na jangada de pedra. Adorei! O trem chega a mais de 200km/hora, mas nem parece, até dá para ver a paisagem (em alguns momentos, ele vai pela beira do mar, lindo).
Estação Campanhã

Casa do Infante





Em uma hora cheguei a Coimbra. A segunda impressão também foi assaz boa (a primeira foi na ida, de dentro do busum). O trem me deixou no centro, fui andando até o hotel. Novamente no Ibis, organizei minhas coisas e fui andar, queria ver o rio Mondego, que é bem em frente ao hotel. Só não o vejo da janela porque há um baita carvalho a tapar a vista (evidentemente já catei uma folha seca do carvalho). Logo de cara me deparei com outra faceta de Coimbra: bem aqui na frente do hotel há um parque, tipo parque do Flamengo, com bosques, trilhas, piers de madeira, campos de futebol, bares e restaurantes moderninhos etc. Saí andando, andando e andando, achando o lugar maravilhoso, o sol já querendo baixar, mas ainda esquentando um pouco o vento que me batia na cara. Tinha um grupo fazendo yoga, parei para olhar, eles estavam massageando os pés (aliás, eu estava mal acostumada, fazendo isso quase todos os dias na academia, agora tem um tempão que não faço)... Caminhei bem devagarinho, sorvendo cada instante de tempo manso. Realmente esta cidade me agrada. Bem menor que Lisboa, basicamente uma cidade universitária, mas, ao contrário do Porto, trata-se de uma cidade mais solar, a gente sente a vida pulsando. Já peguei mapas e a programação cultural desses dias, e vou tentar aproveitar bem o tempo por aqui. Andei também um pouco pela Baixa e, logo de cara, já achei 3 livrarias (já estavam fechadas pois já passava das 7 da noite, amanhã volto lá; a propósito, nas minhas caminhadas pelo Porto, hoje de manhã, encontrei um alfarrábio, mas também estava fechado, fica na Rua das Flores, em frente à Estação São Bento), inclusive a Bertrand e a Almedina, numa rua bem simpática, tipo a Rua Augusta em Lisboa. Foi lá também que vi a subida para os monumentos e para a universidade. Como já estava ficando tarde, voltei pela Praça do Comércio, onde está rolando uma Feira da Cebola. Acho até que ia rolar um arrasta-pé mais tarde. No caminho, me deparei com uma construção (igreja de são Tiago) do século XII, mandada fazer pelo D.Sancho... Muito giro! Vi também o pôr-do-sol no rio.




Eu e o Mondego atrás...

Fala sério! Pôr-do-sol no Mondego...

Uma das paisagens do parque que há bem aqui na frente do hotel.

Ponte Pedro e Inês

Mesma ponte de longe...

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