Enquanto isso, hoje fui andar pelos arredores, de onde se produzem magníficas vistas da Alhambra, além de uma experiência interessante num bairro de vielas, com quase todas as casas brancas. Lembra Évora (como se pode ver nos posts de 2008 aqui, aqui e aqui), só que lá as casas são todas brancas com detalhes amarelos. Lembra também as vielas e o chão de pé-de-moleque de Coimbra e da Alfama em Lisboa.
Nestas duas fotos aí embaixo, além das casas brancas, do muro de pedra e do chão pé-de-moleque, vê-se lá em cima, ao fundo, um pouco das Muralhas do Albaicín:
E olha esta casa que linda:
E estes azulelos? A porta da casa estava aberta, eles me chamaram:
Entrei no bairro pela Porta de Elvira, que nó século XI era a principal entrada da cidade moura:
Achei algumas curiosidades pelo caminho:
"Solo estamos de paz, otro mundo es posible"
Pois...
Parece necessário avisar mesmo, porque de tanto os espanhóis falarem "me cago" (quase morri de rir na aula hoje, pois vimos palavrões, expressões chulas e coisas do gênero), isso acaba refletindo nas ruas... Outro inconveniente da cidade é que há várias ruas sem placa, ou seja, às vezes não sabemos em que rua estamos. Como se não bastassem as ruas labirínticas! Mas até que é bom se perder e se achar por essas calles granadinas.
E viva a tradução!!!
Olha só quem virou estátua:
Este é o Yehuda ibn Tibon, um dos caras que eu citei na minha tese, tradutor, médico, poeta e filósofo do século XII. Diz na estátua que é o patriarca dos tradutores. Então agora temos dois: São Jerônimo e esse moço aí em cima.
Não me perguntem o que é isto, o nome é suficientemente sinistro, nem quero saber:
Mas este é legal, quem sabe um dia venho estudar aqui (Escuela de Estudios Árabes):
Mais alguns sinais mouros (um pouco das Muralhas do Albaicín e do Palácio de Dar al-Horra):
E finalmente ela, a joia de Granada, a Alhambra:
E agora de outros ângulos:
Aqui o destaque é o Palácio do Carlos V, destoando do conjunto mouro. Mais comentários amanhã, depois de ver a coisa de perto.
Faltou dizer que ainda achei um bar de jazz e já estou no segundo dia de prova do doce granadino mais típico, o pionono. Qualquer hora dessas boto uma foto aqui para dar água na boca de vocês. A parada é muito boa, muito doce, muito fofa, parece um papo de anjo levado na canela e com um creminho gostoso. Por ora segue a cara do bar de jazz, quem sabe eu me animo:
3 comentários:
Ai...ai...fiquei curiosa! "Os donos da casa te chamaram?você falou com eles? e o tal de" Mando de adiestramiento..." será que é religioso? Pionono??? quero ver. beijo
O lugar é lindo.
Muito lindo mesmo, Bicho!
Não, mãezinha, os azulejos que me chamaram... :-)
Beijos
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