Ah! Hoje também foi dia de arroz integral. Quando saí da biblioteca, fui almoçar no Tao, um vegetariano honestíssimo lá na Baixa que eu ainda não tinha revisitado. Um outro que costumava frequentar parece que fechou, o Mega Vega. Uma pena! Parece que a crise chegou aos vegans também...
Como estava perto da Alfama, fui dar uma andada por esse bairro pitoresco que fica ao pé do Castelo de São Jorge, região muito citada pelo Saramago no seu A história do cerco de Lisboa. Era lá que morava o revisor Raimundo Silva, que, num lance inusitado da vida, vira autor:
Uma rua na Alfama (o Tejo ao fundo), o bairro mais antigo da cidade.
Esse livro conta uma história linda e caótica, na qual eu me reconheço deveras. Isso sem falar as viagens no tempo (do século XII para o XX e vice-versa) e os passeios pelas ruas lisboetas. Foi legal voltar a andar por aquelas ruas depois de ter lido o livro. Quando o li, tinha acabado de voltar de Lisboa, então estava entranhada de clima alfacinha, o que também foi muito giro.
Lembro que não conseguia parar de chorar quando acabei de ler o capítulo em que o Raimundo Silva e a Maria Sara se declaram um para o outro, pelo telefone, da maneira mais direta, madura e autêntica que eu jamais vi. Nada de rodeios, romantismos baratos e clichês. Eram duas pessoas maduras que se descobriam amando, desejando, sonhando, fabulando. Tudo isso entretecido com a aproximação de Mogueime e Ouroana na Lisboa moura de Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.
Essa estátua do D. Afonso Henriques está lá no Castelo de São Jorge:
Para finalizar, agora à noite Dona Rosa assou umas castanhas e fizemos a festa por aqui.
P.S. E já que falamos em viagem no tempo, as fotos que ilustram este post foram tiradas em 2008.
Um comentário:
E eu vou me deleitando com você!
beijo
mami
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