terça-feira, 16 de maio de 2017

179 - Machado na casa do Pessoa

Depois de uma maratona de cinema independente do IndieLisboa, que terminou no domingo (vi o francês Femmes, Femmes, do homenageado Paul Vecchiali - que estava presente! -; o português Amor, Amor, de Jorge Cramez; e o belíssimo documentário norueguês/dinamarquês Venus, de Lea Glob e Mette Albrechtesen, que fala abertamente sobre a sexualidade feminina por meio dos depoimentos de várias mulheres), trabalhei um bocado na segunda e acabei dando aula com o Ricardo na turma dele de mestrado em história da ciência. Foi giro! Darwin está rendendo deveras por aqui.

A cereja do bolo, no entanto, foi a jornada Machado de Assis e a ideia de ficção, que ocorreu na Casa Fernando Pessoa, da qual acabei de chegar. Já estive lá em 2009, mas o espaço estava fechado, como se pode ver aqui. Também já tinha ido a um evento sobre Machado na Calouste Gulbenkian em 2008, devidamente registrado aqui. Veja a foto que a Dani tirou de mim hoje no hall de entrada, ao pé do mapa astrológico do moço:


Legal o mapa estampado logo na entrada da casa, né? Vejam abaixo com mais detalhes:


O evento foi durante a tarde toda, mas só vi a primeira mesa, que foi bem gira. Falaram a Estela Vieira, o Amândio Reis e a Clara Rowland, respectivamente sobre "Leitoras e interlocutoras de Machado de Assis", "Tomar à letra em dois contos de Machado de Assis" e "Autor perdulário, ideia parricida: reconhecimento e autoria em Machado de Assis". Claro que é sempre bom ouvir sobre livros, contos e personagens criados pelo bruxo do Cosme Velho, mas gostei sobretudo da última comunicação, que, além de ter sido assaz criativa (aproximou o conto "Anel de Polícrates" do filme Design for living do Lubitsch), tratou de questões que andei estudando recentemente para escrever o meu artigo sobre autoria científica.

Para fechar, trechos de dois filmes que vi no IndieLisboa, Femmes, Femmes (Vecchiali, 1974) e Venus (Glob e Albrechtesen, 2016):





2 comentários:

Pedro Fraga disse...

Ih, os brasileiros invadiram a casa do Pessoa!

Luiz Ferreira disse...

Muito bacana, Cris. Bjs