E o Einstein estava lá na porta me esperando...
A exposição do Escher tinha um bocado do que vimos no CCBB, mas pelo menos o vídeo que assisti agora era totalmente novo. Sua história foi contada por meio de algumas entrevistas com ele, e uma das coisas que descobri é que ele esteve duas vezes na Andaluzia, e que as formas geométricas mouras da Alhambra lhe influenciaram muito. Detalhe: o moço nasceu no mesmo ano do Lorca: 1898.
Olhem a criança aí se divertindo com os espelhos:
Depois fui ver esta exposição que tem tudo a ver comigo:
O pavilhão é enorme e engloba todas as ciências que os andaluzes desenvolveram e também a sua empreitada tradutória. Abaixo por exemplo uma foto na seção de arquitetura:
Mas há um pouco de tudo: geografia, navegação, física, óptica, química, alquimia, hidráulica, medicina, agricultura, agronomia, botânica, farmacologia, metalurgia, matemática, e claro, astrologia e astronomia.
Há também milhares de instrumentos científicos, como este astrolábio:
Esta parte é muito legal, porque é um esquema da cidade, com a Sierra Nevada ao fundo. Os textos em volta explicam cada uma das partes da Granada nazari quatrocentista: medina, arrabaldes, muralhas e portas, cemitérios, casas, banhos, mesquitas, mercados, madraza etc.
Este é um espaço dedicado aos "observadores do céu":
E tem também a música, claro:
No fim do dia, saí com as minhas novas amigas - Marie e Irma - para nos despedirmos de Granada. Fomos até o Albaicin e dissemos até logo à Alhambra (eu estou muito estranha na foto, mas vale o registro):
No caminho, as duas resolveram imaginar como seria bom ter uma casa como esta:
Que no final descobrimos ser parte daquela que eu já havia fotografado outro dia:
Depois "salimos de marcha" em busca de tapas e cañas como manda o costume espanhol. Tentamos primeiro o Chien Adalou, onde supostamente havia jazz. Como não era o caso, desistimos e fomos ao Manila, que já havíamos ido na terça, onde a música é muito boa e as tapas também:
Pois bem. Novamente em busca de jazz, fomos ao Eschavira, mas demos com a cara na porta. Resolvemos ir então no bar do namorido da nossa professora, a Aída, onde eu já tinha ido na sexta passada. E não é que a encontramos por lá? Que alegria!
Antes de chegarmos, demos uma parada num outro bar no meio do caminho, que é muito simpático e se chama La loca de alguma coisa:
Louca é esta alemã!
Para fechar a noite, fomos num lugar que a Aída nos recomendou, o Libería, onde ia ter um concerto de guitarra. Não encontrei o jazz em lugar algum dos que me haviam sugerido, mas acabei a noite numa cave tipo clube de jazz, com um belíssimo concerto de guitarra andaluz. E que guapo era o guitarrista!
2 comentários:
É isso filhota, que bom você estar se divertindo. Ahora vamos a Madrí!
beijo
Não curti o último comentário. :(
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